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Palavra do Pároco |
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Estamos
vivendo o rico Tempo da Páscoa as Normas Universais sobre o Ano
Litúrgico e o Calendário (n.22) afirmam: “os cinquenta dias entre o
domingo da Ressurreição e o domingo de Pentecostes sejam celebrados
com alegria e exultação, como se fossem um só dia de festa, ou
melhor, ‘como um grande domingo’. É principalmente nesses dias que
se canta o aleluia”. Os
cinquenta dias do Tempo Pascal devem ser considerados e vividos como uma
unidade, como uma única festa. São cinquenta dias de Páscoa. Por
isso, os domingos são chamados de domingos da Páscoa e não de
domingos depois da Páscoa. A
Páscoa da Ressurreição, Ascensão e Pentecostes não constituem
festas independentes. “Existe íntima relação entre Páscoa da
Ressurreição, Ascensão e Pentecostes. Páscoa da Ressurreição é a
vitória, Ascensão é o triunfo pela vitória sobre o pecado e a morte,
Pentecostes é a distribuição dos dons, do Espírito Santo” (Beckhäuser,
2008). “Os oito primeiros dias do Tempo pascal formam a oitava da Páscoa e são celebrados como solenidades do Senhor” (NALC, nº 24). Constituem uma unidade, como se fossem um prolongamento do Domingo da Ressurreição. |
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A
grande característica do Tempo Pascal é a alegria pela presença do
Cristo ressuscitado. Ela transparece nos cantos, sobretudo no Glória e
no Aleluia, no acendimento do Círio pascal, na cor branca ou dourada
dos paramentos litúrgicos e no uso de muitas flores na ornamentação. Entre
o Domingo de Páscoa e o Domingo de Pentecostes temos a celebração da
Ascensão do Senhor, é celebrada no, no Brasil, no 7º domingo da Páscoa,
já que não é feriado na quinta-feira do quadragésimo dia da Páscoa.
O que importa é o mistério celebrado e não o número que fixa a data. Cristo,
que veio do Pai, agora retorna para o Pai, subindo glorioso. Ao subir
para o Pai nos levou consigo e nos introduziu no seio da vida divina da
Trindade Santa. Por isso, a Ascensão do Senhor é a festa da nossa vitória,
embora ainda estejamos aqui, como rezamos do dia: “Ó Deus
todo-poderoso, a ascensão do vosso Filho já é nossa vitória.
Fazei-nos exultar de alegria e fervorosa ação de graças, pois,
membros de seu corpo, somos chamados na esperança a participar da sua
glória”. Com
a Ascensão, termina a experiência da celebração da presença visível
de Jesus em nosso meio. Começa o tempo da sua presença invisível
através do sinal visível do seu corpo, que é a Igreja, animada pelo
Espírito Santo. O Tempo da Páscoa se encerra com a Solenidade de Pentecostes, no qual celebramos a vinda do Espírito Santo, no quinquagésimo (50°) dia da Páscoa. Daí o nome da Festa: Pentecostes (50 dias depois da Páscoa) 14/05/2012 |
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Estamos na oitava da páscoa, isto é, oito dias que
celebramos e vivemos o dia de Páscoa, uma semana em um dia, um dia
vivido em uma semana. Em nossa Paróquia estamos nos preparando para a
Festa da Divina Misericórdia, que acontece no dia 15 de abri, II
Domingo da Páscoa, ou também chamado Domingo da Divina Misericórdia
instituído pelo Beato João Paulo II, no ano de 2000, quando da
canonização de Santa Faustina Kowalska. Por isso nossa palavra hoje é
sobre esta temática, envolvendo também a Páscoa:
Mistério pascal: ponto culminante
da revelação e atuação da misericórdia. Disse Jesus aos seus Apóstolos na Ultima Ceia: “fazei isto em memória de mim” (Lc 22,19 b). O Mistério Pascal - recorda-nos o Papa João Paulo II - é o ponto culminante da revelação e atuação da misericórdia, capaz de justificar o homem, e de restabelecer a justiça como realização do desígnio salvífico que Deus, desde o princípio, tinha querido realizar no homem e, por meio do homem, no mundo, Cristo, ao sofrer, interpela todo e cada homem e não apenas o homem crente. Até o homem que não crê poderá descobrir nele a eloquência da solidariedade com o destino humano, bem como a harmoniosa plenitude da dedicação desinteressada à causa do homem, à verdade e ao amor. |
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É bom ter presente que, na Celebração da Eucaristia este
Mistério Pascal, que é obra da Misericórdia de Deus para conosco, ele
é atualizado cada vez que celebramos o sacrifício da Missa. Participar
assiduamente da Eucaristia faz parte da nossa fé, do nosso ser cristão.
O Papa Bento XVI nos recordou que, “o Cristianismo e, antes de tudo,
dom: Deus se doa a nós – não dá alguma coisa, mas a si mesmo. E
isso ocorre não só no início, no momento de nossa conversão. Ele
permanece continuamente como Aquele que doa. Sempre, e de novo, Ele nos
oferece seus dons. Sempre nos precede. Por isso, o ato central do ser
cristão é a Eucaristia: a gratidão por ter sido gratificado, a
alegria pela vida nova que Ele nos dá”. A Eucaristia para os primeiros
cristãos também teve o nome de “Fração do pão”, segundo o Papa
Bento XVI “partir o pão é um gesto de comunhão, é unir através do
partilhar. Deste modo, no próprio gesto já se alude à natureza íntima
da Eucaristia: esta é ágape, é amor que se tornou corpóreo. Na
palavra "ágape", compenetram-se os significados de Eucaristia
e amor. No gesto de Jesus que
parte o pão, o amor que se participa alcançou a sua radicalidade
extrema: Jesus deixa-se fazer em pedaços como pão vivo. No pão
distribuído, reconhecemos o mistério do grão de trigo que morre e
assim dá fruto. Reconhecemos a nova multiplicação dos pães, que
deriva da morte do grão de trigo e continuará até ao fim do mundo. Ao
mesmo tempo vemos que a Eucaristia não pode jamais ser apenas uma ação
litúrgica; só está completa, quando a ágape litúrgica se torna amor
no dia a dia. No culto cristão, as duas coisas tornam-se uma só: ser
cumulados de graça pelo Senhor no ato cultual e o culto do amor para
com o próximo. A última ceia se deu em meio aos conflitos: aproximava-se
a hora decisiva de Jesus. Sim, o Senhor prepara-nos a mesa no meio das
ameaças deste mundo e dá-nos o cálice sagrado – o cálice da grande
alegria, da verdadeira festa, pela qual todos desejamos – o cálice
cheio do vinho do seu amor. O cálice significa as bodas: agora chegou a
"hora", a que de forma misteriosa Jesus tinha se referido nas
Bodas de Caná. Sim, a Eucaristia é mais do que um banquete, é
uma festa de núpcias. E estas núpcias fundam-se na auto doação de
Deus até a morte. A Eucaristia, atualização, memória
do Mistério pascal de Cristo é o ápice da misericórdia Divina.
Tenhamos amor à santa Missa, sejamos fiéis, assíduos, sobretudo, aos
domingos e dias santos de guarda. Façamos nossa páscoa semanal na
expectativa da páscoa definitiva na eternidade. Rezemos com Santa Faustina: Amor
Eterno, chama pura, ardei sem cessar no meu coração e divinizai todo o
meu ser de acordo com a Vossa eterna predileção, pela qual me
chamastes à existência e convocastes à participação na Vossa
felicidade eterna" (Diário, 1523). 09/04/2012 |
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O
Sagrado Tríduo Pascal Na
próxima quinta feira, dia 05 de abril, tem início o Sagrado
Tríduo Pascal é a maior celebração das comunidades cristãs. A Páscoa
é o centro do ano litúrgico, fonte que alimenta a nossa vida de fé.
Celebrar o Tríduo Pascal da paixão e ressurreição do Senhor é
celebrar a obra da redenção humana e da perfeita glorificação de
Deus que o Cristo realizou quando, morrendo, destruiu a nossa morte e
ressuscitando, renovou a vida. Na
Quinta feira Santa faz-se memória da Eucaristia e do sacerdócio
ministerial. De manhã todos os padres da diocese, juntamente com delegações
de leigos das paróquias participam da Missa de Consagração dos Santos
Óleos, na Catedral Diocesana. Esta Missa presidida pelo Bispo
Diocesano, na qual ele abençoa os óleos do Crisma, dos catecúmenos e
dos Enfermos. Estes óleos serão usados durante o ano nas celebrações
da Crisma, das ordenações sacerdotais e episcopais, no Batismo e na Unção
dos enfermos, respectivamente. Nesta Missa também os padres renovam,
diante do Bispo e do Povo de Deus, os seus compromissos sacerdotais,
assumidos no dia da ordenação. |
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Na
tarde (noite) da Quinta-Feira Santa tem efetivo início o Tríduo
pascal, com a memória da Última Ceia, durante a qual Jesus instituiu o
Memorial da sua Páscoa, cumprindo o rito pascal judaico. Jesus
pronunciando a bênção sobre o pão e o vinho, Ele antecipa o sacrifício
da cruz e manifesta a intenção de perpetuar a sua presença no meio
dos discípulos: sob as espécies do pão e do vinho, Ele torna-se
presente de modo real com o seu corpo oferecido e com o seu sangue
derramado. Durante a Última Ceia, os Apóstolos são constituídos
ministros deste Sacramento de salvação; Jesus lava-lhes os pés (cf. Jo
13, 1-25), convidando-os a amarem-se uns aos outros como Ele os amou,
dando a vida por eles. Repetindo este gesto na Liturgia, também nós
somos chamados a testemunhar com os fatos o amor do nosso Redentor. A
Quinta-Feira Santa é encerrada com a adoração eucarística, na
recordação da agonia do Senhor no Jardim do Getsémani. Esta adoração
deve nos levar a acolher também a exortação de Jesus aos discípulos:
permanecei aqui e vigiai; e
este apelo à vigilância diz respeito precisamente a este momento de
angústia, de ameaça, na qual chegará o momento traiçoeiro, mas diz
respeito a toda a história da Igreja. É uma mensagem permanente para
todos os tempos, porque a sonolência dos discípulos não era só um
problema daquele momento, mas é o problema de toda a história. A questão
reside no que consiste esta sonolência, em que consistiria a vigilância
à qual o Senhor nos convida. A
adoração noturna da Quinta-Feira Santa, o estar vigilantes com o
Senhor, deveria ser precisamente o momento para nos fazer refletir
acerca da sonolência dos discípulos, dos defensores de Jesus, dos apóstolos,
de nós, que não vemos, não queremos ver toda a força do mal, e que não
queremos entrar na sua paixão pelo bem, pela presença de Deus no
mundo, por amor ao próximo e a Deus. A
propósito, a Quaresma termina com a celebração da Missa da Ceia do
Senhor. Na
sexta feira Santa é dia de jejum, abstinência, recolhimento, silêncio,
em memória à morte do Senhor na Cruz. Ensina-nos
o papa Bento XVI: “Na Sexta-feira Santa fazemos memória da
paixão e da morte do Senhor; adoraremos Cristo Crucificado,
participaremos dos seus sofrimentos com a penitência e com o jejum.
Dirigindo «o olhar para aquele que trespassaram» (cf. Jo 19,
37), poderíamos haurir do seu coração dilacerado que efunde sangue e
água como de uma nascente; daquele coração, do qual brota o amor de
Deus por todos os homens, recebemos o seu Espírito. Por conseguinte,
acompanhemos também nós na Sexta-feira Santa Jesus que sobe ao Calvário,
deixemo-nos guiar por Ele até a cruz, recebamos a oferenda do seu corpo
imolado... Por
fim, na noite do Sábado Santo, celebraremos a solene Vigília Pascal,
na qual nos é anunciada a ressurreição de Cristo, a sua vitória
definitiva sobre a morte que nos interpela a ser n'Ele homens novos.
Participando nesta santa Vigília, a Noite central de todo o Ano Litúrgico,
faremos memória do nosso batismo, no qual também nós fomos sepultados
com Cristo, para poder ressuscitar com Ele e participar no banquete do céu
(cf. Ap 19, 7-9)”
[Audiência Geral, 20/04/2011]. Celebremos
com entusiasmo estes dias do Sagrado Tríduo Pascal, e aprendamos de
Jesus a grande lição da obediência a Deus e do amor ao próximo,
porque “ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida por seus
amigos” (Jo 15,13) Feliz Páscoa para todos! 03/04/2012 |
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"Convertei-vos a mim de todo o vosso coração com jejuns, com lágrimas, com gemidos" (Jl 2, 12). Com estas palavras inicia a Primeira Leitura, tirada do livro do profeta Joel. Os sofrimentos, as calamidades que afligiam naquele tempo a terra de Judá estimulam o autor sagrado a encorajar o povo eleito à conversão, isto é, a voltar com confiança filial ao Senhor dilacerando o seu coração e não as vestes. De fato, recorda o profeta, ele "é clemente e compassivo, paciente e rico em misericórdia e se compadece da desgraça" (2,13). O convite que Joel dirige aos seus ouvintes também é válido para nós. Não hesitemos em reencontrar a amizade de Deus perdida com o pecado; encontrando o Senhor experimentamos a alegria do seu perdão. Proclamando o Salmo 50 (51), o grande Salmo penitencial, apelamo-nos à misericórdia divina; pedimos ao Senhor que o poder do seu amor nos volte a dar a alegria de sermos salvos. Com este espírito, iniciamos na quarta feira de Cinzas o tempo favorável da Quaresma, como nos recordou São Paulo na Segunda Leitura da missa de Quarta feira de Cinzas: "Na qualidade de colaboradores seus, exortamo-vos a que não recebais a graça de Deus em vão. Pois ele diz: |
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"Eu te ouvi no tempo favorável e te ajudei no dia da salvação". Agora é o tempo favorável, agora é o dia da salvação (2Cor 6,1-2), para nos deixarmos reconciliar com Deus em Cristo Jesus. O Apóstolo apresenta-se como embaixador de Cristo e mostra claramente como precisamente através d'Ele seja oferecida ao pecador, isto é a cada um de nós, a possibilidade de uma reconciliação autêntica. "Aquele que não havia conhecido o pecado diz ele Deus o fez pecado por nós, para que nos tornássemos, nele, justiça de Deus" (2Cor 5, 21). Só Cristo pode transformar qualquer situação de pecado em novidade de graça. Eis por que assume um forte impacto espiritual a exortação que Paulo dirige aos cristãos de Corinto: "Em nome de Cristo suplicamo-vos: reconciliai-vos com Deus"; e ainda: "Este é o tempo favorável, é este o dia da salvação" (5,20; 6, 2). Enquanto Joel falava do futuro dia do Senhor como de um dia de terrível juízo, São Paulo, referindo-se às palavras do profeta Isaías, fala de "momento favorável", de "dia da salvação". O futuro dia do Senhor tornou-se o "hoje". O dia terrível transformou-se na Cruz e na Ressurreição de Cristo, no dia da salvação. . O apelo à conversão, à penitência ressoa hoje com toda a sua força, para que o seu eco nos acompanhe em cada momento da vida. A liturgia da Quarta-Feira de Cinzas indica assim na conversão do coração a Deus a dimensão fundamental do tempo quaresmal. Esta é a chamada muito sugestiva que nos vem do tradicional rito da imposição das cinzas, que daqui a pouco renovaremos. Rito que assume um dúplice significado: o primeiro relativo à mudança interior, à conversão e à penitência, enquanto o segundo recorda a precariedade da condição humana, como é fácil compreender das duas fórmulas diversas que acompanham o gesto. Temos quarenta dias para aprofundar esta extraordinária experiência ascética e espiritual. No Evangelho que foi proclamado, Jesus indica quais são os instrumentos úteis para realizar a autêntica renovação interior e comunitária: as obras de caridade (a esmola), a oração e a penitência (o jejum). São as três práticas fundamentais queridas também à tradição hebraica, porque contribuem para purificar o homem aos olhos de Deus (cf. Mt 6, 1-6.16-18). Estes gestos exteriores, que devem ser realizados para agradar a Deus e não para obter a aprovação e o consenso dos homens, são por Ele aceites se expressam a determinação do coração a servi-lo, com simplicidade e generosidade. Recorda-nos isto também um dos Prefácios quaresmais onde, em relação ao jejum, lemos esta singular expressão: "com o jejum elevas o espírito" (Prefácio IV). No Brasil neste tempo da quaresma vivemos e refletimos sobre a Campanha da Fraternidade, uma experiência que é feita desde 1964. Neste ano a campanha da Fraternidade tem como tema: "Fraternidade Saúde Pública" e o lema "Que a saúde se difunda sobre a terra" (Eclo 38, 8). O objetivo
Geral da Campanha da fraternidade neste ano é: "Refletir sobre a
realidade da saúde no Brasil em vista de uma vida saudável, suscitando
o espírito fraterno e comunitário das pessoas na atenção aos
enfermos e mobilizar por melhoria no sistema público de saúde. · Disseminar o conceito de bem viver e sensibilizar para a prática de hábitos de vida saudável, em detrimento dos que comprometem a boa saúde. · Sensibilizar as pessoas para o serviço aos enfermos, o suprimento de suas necessidades e integração na comunidade. Organizar este serviço nas comunidades que ainda não despertaram para esta exigência evangélica; · Alertar para a importância da organização da Pastoral da Saúde nas comunidades: criar onde não existe, fortalecer onde está incipiente e dinamizá-la onde ela já existe. · Difundir dados sobre a realidade da saúde no Brasil e seus desafios, bem como sua estreita relação com os aspectos socioculturais de nossa sociedade; · Despertar, nas comunidades, a discussão sobre a realidade da saúde pública, levá-las ao acompanhamento da prática da cidadania no trato da causa pública e à exigência de qualificação dos gestores da área da saúde; · Estimular e fortalecer a mobilização popular em defesa do SUS e de seu justo financiamento, orientando a comunidade sobre seus direitos e deveres em relação ao sistema de saúde como a participação nos espaços de controle, fiscalização e deliberação das políticas públicas de saúde. Rezemos a Oração da Campanha da Fraternidade de 2012: Senhor Deus
de amor, Vosso Filho
Jesus Cristo, Enviai-nos,
Senhor, o Vosso Espírito. Amém. 22/02/2012 |
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Dia 06 de fevereiro, completo 24 anos de sacerdócio e quis promover em nossa paróquia um Ano Vocacional, em preparação ao meu Jubileu de Prata sacerdotal no sentido de fazer despertar em toda a comunidade a dimensão vocacional. Despertar as pastorais, os movimentos, serviços e associações para a responsabilidade para com as vocações, sobretudo para com as vocações sacerdotais e religiosas. Oferecer aos jovens e às jovens uma oportunidade de refletir sobre a vocação, o chamado que Deus faz a cada um, para uma missão na Igreja e no mundo. Esperamos que este ano, que se prolongará até o dia 06 de fevereiro de 2013, quando celebro o meu Jubileu de Prata sacerdotal, possa fazer de nossa comunidade Paroquial uma comunidade vocacionista, que chama, que interpela a todos nos sentido de, a partir do Batismo, fonte de todas as vocações, para escutar o Senhor que chama e responder-lhe com disponibilidade, amor e coragem. Gostaria de deixar claro o seguinte: A celebração dos meus 25 anos de sacerdócio tem como objetivos: 1. Agradecer a Deus pelo meu ministério sacerdotal, pela bondade e misericórdia do Senhor me chamou pelo nome e me conservou até hoje, apesar de minhas fraquezas. 2. Rezar por todos aqueles que participaram e participam desta página de minha história. |
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3. Renovar o meu "sim" ao chamado de Deus e, apesar dos anos já vividos, procurar renovar as forças para continuar servindo. 4. Promover uma grande missão vocacional para despertar em outros jovens o desejo de servir a Deus no ministério sacerdotal, bem como despertar também outras vocações para Igreja. Assim, esta celebração não será para engrandecimento de minha pessoa, mas do sacerdócio de Cristo que recebi e represento, pois somente "a ele toda honra e toda glória pelos séculos", pois é "pela graça de Deus sou o que sou" (1Cor 15,10).
06/02/2012 |
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De Saulo de Trso, perseguidor a Paulo, Apóstolo de Jesus Cristo
"Eu persegui de morte essa doutrina, prendendo e metendo em cárceres homens e mulheres" (At 22,4). Com estas palavras Saulo de Tarso fala do seu passado de perseguidor da Igreja, uma perseguição que o próprio Senhor Ressuscitado quando se lhe apareceu pergunta-lhe: "Saulo, Saulo, por que me persegues?" (At 22,7b), deixando claro que perseguir os cristãos, os seguidores de Cristo, a Igreja, enfim, é perseguir o próprio Senhor. Paulo foi conquistado por Cristo quando sua fúria chegou ao máximo (At 9,1-2); perseguia a Igreja "com zelo" (Fl 3,6), e foi merecedor da graça porque atuou por ignorância porque agia de boa fé (1Tm 1,13), segundo acreditava. Sua conversão se deu por causa de sua fé em Cristo, o qual ele viu no caminho de Damasco, segundo o testemunho dos Atos dos Apóstolos e das cartas. Depois de sua
conversão, de seu batismo e de sua cura milagrosa, Paulo começou a
pregar aos judeus e depois levou o evangelho aos pagãos, ao mundo. |
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No dia 25 de janeiro celebra-se na Igreja a Festa da Conversão de São Paulo. Na sua homilia do dia 25 de janeiro de 2008, o papa Bento XVI disse: "A festa da Conversão de São Paulo coloca-nos de novo na presença deste grande Apóstolo, escolhido por Deus para ser a sua "testemunha diante de todos os homens" (At 22, 15). Para Saulo de Tarso, o momento do encontro com Cristo ressuscitado no caminho de Damasco marcou a mudança decisiva da vida. Realizou-se então a sua completa transformação, uma verdadeira conversão espiritual. Num momento, por intervenção divina, o cruel perseguidor da Igreja de Deus ficou cego, oscilando na escuridão, mas levando já no coração uma grande luz que o teria guiado, dali a pouco, para ser um fervoroso apóstolo do Evangelho... A consciência de que só a graça divina tinha podido realizar tal conversão nunca abandonou Paulo. Quando já tinha dado o melhor de si, consagrando-se incansavelmente à pregação do Evangelho, escreveu com renovado fervor: "tenho trabalhado mais do que todos eles; não eu, mas a graça de Deus, que está comigo" (1 Cor 15, 10). Incansável como se a obra da missão dependesse totalmente dos seus esforços, São Paulo foi, contudo sempre animado pela profunda persuasão de que a sua força provinha da graça de Deus que agia nele". São Paulo, Apóstolo é o patrono do Movimento de Cursilhos de Cristandade, movimento que surgiu na Espanha nas décadas de 1930-1940. Coube a iniciativa à Juventude da Ação Católica Espanhola (JACE) da Diocese de Palma de Maiorca (Ilha de Maiorca, Espanha), encorajada por seus assistentes eclesiásticos e por seu Bispo, D. Juan Hervás. No Brasil ele foi implantado em 1962, sendo o primeiro Cursilho de Cristandade em nosso País, realizado em Valinhos (São Paulo). Portanto, o movimento completa 50 anos de existência no Brasil. Na nossa Diocese ele foi implantado no ano de 1971, há 40 anos, quando era bispo Diocesano o saudoso Dom Antônio Carlos Mesquita, que muito apoiou o movimento durante o seu pastoreio. Depois grande força recebeu também o movimento de seu sucessor, Dom Francisco barroso Filho. Valho-me da oportunidade para recordar alguns pontos aos nossos queridos cursilistas, jovens e casais, segundo o que entendo do movimento, depois de fazer o 27º Cursilho da Diocese de Oliveira. Um primeiro lembrete é que a palavra "cursilho" é uma palavra de origem espanhola e quer dizer "pequeno curso", ou "breve curso". Assim, fazemos um curso para aplicá-lo, para colocar em prática nossos conhecimentos que obtivemos neste curso, ora, o objetivo o eixo central do cursilho de cristandade é o anúncio alegre do evangelho através de uma vivência testemunhal nos ambientes. Por isso o cursilista não pode se contentar com as reuniões mensais, que são, do meu ponto de vista, uma forma de crescimento na fé, para o anúncio explícito do Evangelho, para a ação pastoral na comunidade. Não se pode conceber um cursilista que não participa semanalmente, senão diariamente da Eucaristia, que não se aproxima, ao menos uma vez por ano do Sacramento da penitência... Portanto, ser cursilista não se encerra em participar dos grupos e trabalhar vez por outra nos cursilhos. Ser cursilista é ser cristão atuante, alimentado-se da Palavra de Deus rezada e meditada pessoalmente, e refletida nos grupos. Nossas Pastorais estão carentes de agentes! Onde estão os milhares de cursilistas de nossa diocese? Aqui recordo aos nossos leitores e, sobretudo aos cursilistas as palavras do Beato João Paulo na Ultreya Jubilar do Movimento de Cursilhos de Cristandade, em 29 de Julho de 2000, em Roma: "Jesus, a quem abristes com generosidade os vossos corações, pede-vos que proclameis incansavelmente o seu nome àqueles que ainda não O conhecem. Ele chama-vos ao seu serviço, ao serviço da Verdade que nos liberta. Quanto mais transparente esta "diaconia" (serviço) da verdade" se tornar nas vossas vidas quotidianas, tanto mais convincente ela será. Como vo-los recorda uma oração a que frequentemente se reza no Movimento dos Cursilhos, "Cristo não tem mãos, pois só dispõe das nossas mãos para transformar o mundo de hoje. Cristo não tem pés, pois só possui os nossos pés para orientar o mundo rumo a Ele. Cristo não tem lábios, pois só dispõe dos nossos lábios para falar ao homem". Este é o vosso apostolado. Levai-o a cabo em constante sintonia eclesial, para que assim se manifeste a "força da comunhão", que é o estilo e contemporaneamente o conteúdo mesmo da missão do Povo de Deus. Diante das várias formas de individualismo, que fragmentam e dispersam a capacidade e os recursos evangelizadores, reuni os vossos esforços missionários aos das multíplices agremiações eclesiais suscitadas pelo Espírito na Igreja do nosso tempo (grifo meu). Esforçai-vos para que volte a sobressair a beleza das primeiras comunidades cristãs, que levavam os pagãos a reconhecerem com admiração: "Vede como se amam!". E sede sempre dóceis às indicações do Magistério. Com efeito, nenhum carisma dispensa da referência e da submissão aos Pastores da Igreja, cujo discernimento é uma garantia de fidelidade ao próprio carisma. A presente celebração jubilar suscite em todos vós uma renovada fidelidade à vossa inspiração original e uma comunhão eclesial mais firme" (n. 3-4). E com ele repito aos nossos cursilistas: "Coragem! Ultreya! Avante!". Valha-nos nesta missão a poderosa intercessão da Virgem Maria, Mãe de Cristo e Mãe da igreja e de São Paulo Apóstolo, a quem invocamos com esta oração: Glorioso São Paulo, Apóstolo cheio de zelo, mártir por amor a Cristo, dai-nos uma fé profunda, uma esperança sem queda, um amor ardente pelo Senhor para que possamos dizer convosco: 'já não sou eu quem vive, mas é Cristo quem vive em mim'. Ajudai-nos a nos convertermos em apóstolos que servem a Igreja com uma consciência pura, testemunhas de sua verdade e de sua beleza em meio à escuridão de nosso tempo. Convosco louvamos a Deus, nosso Pai. 'A ele a glória, na Igreja e em Cristo pelos séculos dos séculos'. Amém.
23/01/2012 |
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"É graça divina começar bem. Graça maior persistir na caminhada certa. Mas graça das graças é não desistir nunca" (Dom Hélder Câmara). Terminamos um
ano e começamos 2012. Neste espaço aqui de nossa página que
aproveitar para agradecer a todos quantos no ano de 2011 desde a minha
posse aqui na Paróquia ajudaram na caminhada da comunidade, caminhada
em três frentes importantes, a saber: Espiritual, pastoral e material.
Não pudemos realizar muita coisa, pois este período foi de
conhecimento e de adaptação. |
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Neste sentido recorda-nos o Papa Bento XVI: "A renovação da Igreja se realiza também através do testemunho prestado pela vida dos crentes: de fato, os cristãos são chamados a fazer brilhar, com a sua própria vida no mundo, a Palavra de verdade que o Senhor Jesus nos deixou. O próprio Concílio, na Constituição dogmática Lumen gentium, sobre a Igreja, afirma: "Enquanto Cristo "santo, inocente, imaculado" (Hb 7, 26), não conheceu o pecado (cf. 2 Cor 5, 21), mas veio apenas expiar os pecados do povo (cf. Hb 2, 17), a Igreja, contendo pecadores no seu próprio seio, simultaneamente santa e sempre necessitada de purificação, exercita continuamente a penitência e a renovação. A Igreja "prossegue a sua peregrinação no meio das perseguições do mundo e das consolações de Deus", anunciando a cruz e a morte do Senhor até que Ele venha (cf. 1 Cor 11, 26). Mas é robustecida pela força do Senhor ressuscitado, de modo a vencer, pela paciência e pela caridade, as suas aflições e dificuldades tanto internas como externas, e a revelar, velada, mas fielmente, o seu mistério, até que por fim se manifeste em plena luz"" (Carta Apostólica Porta Fidei, 6). Assim, não podemos nos desanimar diante das dificuldades, o Senhor sempre nos convida "a avançar para águas mais profundas" (cf. Lc 5,4), e nos garante: "Eu estarei convosco todos os dias até o fim dos tempos" (MT 28,20). A nossa gratidão a todos os nossos irmãos e irmãs dizimistas que se mantiveram fiéis na sua oferta do dízimo, agradecemos aos nossos paroquianos que tiveram condições e efetivamente ajudaram com suas ofertas extras para as obras de construção da Matriz. A nossa gratidão, sobretudo a aquelas pessoas que, não pertencendo à nossa comunidade paroquial que tem nos ajudado. Muitas destas pessoas nem são campobelenses, são nossos amigos e compreendem a importância de colaborar na construção de uma igreja. Neste aspecto esperamos poder contar ainda com estas valiosas colaborações, até que concluamos a esta obra para a glória de Deus e honra da Virgem do Carmo.
01/01/2012 |
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"Aquele que no seio do Pai precedeu todos os espaços dos séculos é o mesmo que nascendo de uma mãe entra hoje no correr dos anos. É feito homem o autor do homem, para ser alimentado no peito o que governa os astros; para que o Pão tivesse fome, para que a Fonte tivesse sede, para que a Luz dormisse, para que o Caminho se cansasse ao caminhar..." (Santo Agostinho) Este é o
grande mistério do Natal, diferente do que pensam e agem os homens
secularizados e consumistas de nosso tempo. O Natal é o mistério
d"Aquele que sendo Deus quis fazer-se homem para nos indicar o
caminho do verdadeiro ser humano, que se tornou a medida de todo homem.
A nós que celebramos este mistério devemos buscar a cada dia
"alcançarmos a estatura do homem perfeito, a medida da estatura da
medida e da plenitude de Cristo" (Ef 4, 13b). |
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Não que essas coisas não sejam importantes ou presentes no Evangelho, mas o centro é o fato de que Jesus vem a nós porque fez a opção pela nossa pobreza. Ele estende sua mão até o momento em que seu braço é estendido na cruz. Como nos disse a Clarissa, irmã Clara Tarcisia do Promnastero de Santa Clara de Assis nos últimos meses de sua existência: "O importante na vida é amar, e, sobretudo deixar-se amar!"(grifo meu). E o Natal é o tempo propicio para deixar-se amar e isso não gera passividade porque Jesus nos ama como somos; mas não nos deixa como somos, ao contrário, nos transforma em capacidade de amar de modo criativo e eficaz. Desta forma, o encontro com a sua Presença muda e dá início a uma nova humanidade". O Natal é o tempo de corrermos ao encontro de Jesus que vem a nós, tempo de olhar e apreciar e imitar a atitude dos Pastores dos arredores de Belém: "Vamos de4pressa a Belém e vejamos o que aconteceu, o que o Senhor nos deu a conhecer" (Lc 2,15). E como eles reconhecer com humildade naquela criança de Belém o Senhor, o nosso Salvador e recuperar, quem sabe, a alegria perdida por tantas dificuldades pelas quais passamos ou que nos fazem passar, sabendo como eles que Aquele recém-nascido não mudará sua condição de pobreza e marginalização. Mas a fé os ajuda a reconhecer no "menino envolto em faixas e deitado numa manjedoura", o "sinal" do cumprimento das promessas de Deus para todos os homens "que são do seu agrado" (Lc 2,12. 14), inclusive para eles (Bento XVI)! Natal é tempo de contemplar a longa viagem dos Magos e sairmos do nosso indiferentismo na fé, de nossa religião vivida de modo particular e autônomo e empreendermos uma viagem para encontrar Aquele que deve reinar sobre, sobre o mundo sobre o universo todo. Natal é tempo de olhar para Maria e José e aprender deles a confiança e a disponibilidade em dizer sempre sim ao projeto de Deus para nós, ter a certeza de que quem confia em Deus jamais será confundido. Desejo a todos um feliz e Santo Natal, que o coração de cada um possa ser uma acolhedora manjedoura onde possa repousar o Menino Deus e encher de luz a vida de cada um que assim iluminado, possa também iluminar as pessoas, os espaços e os ambientes onde convive. 24/12/2011 |
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Celebramos
no dia 08 de dezembro a Solenidade da Imaculada Conceição da Virgem
Maria, uma verdade que foi
solenemente definida como dogma pelo Papa
Pio IX em sua bula
Ineffabilis
Deus em 8
de Dezembro de 1854.
A declaração dogmática é expressada da seguinte forma: ..."A
doutrina que sustenta que a beatíssima Virgem Maria, no primeiro
instante da sua Conceição, por singular graça e privilégio de Deus
onipotente, em vista dos méritos de Jesus Cristo, Salvador do gênero
humano, foi preservada imune de toda mancha de pecado original, essa
doutrina foi revelada por Deus, e por isto deve ser crida firme e
inviolavelmente por todos os fiéis". A
Igreja ao declarar uma verade ela o faz com consciência e
responsabilidade a partir da palavra de Deus, legitimamente interpretada
por ela. O Dogma ou a verdade da imaculada Concepção de Maria Santíssima
foi quatro anos mais tarde, em 1858, confirmado pela própria Virgem
Maria quando apareceu à Santa
Bernadete
Soubirous, onde
se paresentou como "Imaculada Conceição" na localidade de Lourdes,
diocese de Tarbes na França.
O caso foi submetido às autoridades civis locais e eclesiásticas, após
o que o bispo de Tarbes deu por confirmadas as aparições como sendo da
Virgem Maria. As autoridades civis francesas se viram impotentes para
impedir a devoção de milhares de peregrinos na época, atualmente
Lourdes se transformou num lugar de peregrinação internacional de milhões
de católicos devotos da Virgem Maria. No dia 8 de dezembro de 2007 o papa Bento XVI, após a recitação do Angelus, comentou que nesta festa solene se recorda que "o mistério da graça de Deus envolveu desde o primeiro instante de sua existência à criatura destinada a converter-se na Mãe do Redentor, preservando-a do contágio com o pecado original. Ao contemplá-la, reconhecemos a altura e a beleza do projeto de Deus para cada ser humano: chegar a ser santos e imaculados no amor (Ef 1, 4), a imagem de nosso Criador." |
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Jesus
entra na história da humanidade e, ao fazê-lo, também passa a ter uma
história. Ele é verdadeiramente homem e assume em tudo a condição
humana, menos o pecado Ao comemorarmos a Imaculada Conceição da Virgem
Maria, estamos comemorando um fato da história do próprio Cristo, pois
a Imaculada Conceição de Maria está condicionada ao nascimento de
Cristo, uma vez que Deus estava preparando o ventre digno de receber seu
próprio Filho. Com isso, podemos perceber a ação do Deus que é
Senhor da história e que, agindo na própria história da humanidade,
conta com a colaboração de todos para a realização do seu plano. Encerramos convidando a todos a rezar esta oração do Papa Bento XVI, rezada por ele no dia 08 de dezembro de 2005, diante da imagem da Imaculada Conceição na Praça de Espanha, em Roma: Desejamos agradecer-te, Virgem Mãe de Deus e nossa Mãe amada, pela tua intercessão em favor da Igreja. Tu, que ao aceitar sem hesitações a vontade divina, te consagraste com todas as tuas forças à pessoa e à obra do teu Filho, ensinando-nos a guardar no coração e a meditar em silêncio, como tu fizeste, os mistérios da vida de Cristo. Tu, que fostes até ao Calvário, sempre profundamente unida ao teu Filho, que na cruz te deu como mãe ao discípulo João, faz com que também nós te sintamos sempre próxima a cada passo da nossa existência, sobretudo nos momentos de sombras e de provações. Tu, que no Pentecostes, juntamente com os Apóstolos em oração, imploraste o dom do Espírito Santo para a Igreja nascente, ajuda-nos a perseverar no seguimento fiel de Cristo. A ti dirigimos com confiança o olhar, em "sinal de esperança certa e de conforto, enquanto não vier o dia do Senhor" (n. 68). A ti, Maria, invocam com oração insistente os fiéis de todas as partes do mundo para que, glorificada no céu entre os anjos e os santos, intercedas por nós junto do teu Filho "enquanto todas as famílias dos povos, quer as que se distinguem pelo nome cristão, quer as que ainda ignoram o seu Salvador, em paz e concórdia estejam felizmente reunidas num só povo de Deus, para glória da santíssima e indivisível Trindade" (n. 69). Amém! 05/12/2011 |
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Iniciamos
no último domingo, dia 27 o Tempo do Advento e com ele um novo ano litúrgico
na Igreja No Advento a liturgia repete para nós com freqüência e nos
garante, quase que para vencer a nossa natural desconfiança, que Deus
"vem": vem para estar conosco, em qualquer situação; vem
para habitar no meio de nós, para viver conosco e em nós; vem
preencher as distâncias que nos dividem e nos separam; vem para nos
reconciliar com Ele e entre nós. Vem à história da humanidade, bater
à porta de cada homem e mulher de boa vontade, para dar aos indivíduos,
às famílias e aos povos o dom da fraternidade, da concórdia e da paz.
Por isso, o Advento é por excelência o tempo da esperança, no qual
aqueles que crêem em Cristo são convidados a permanecer em expectativa
vigilante e laboriosa, alimentada pela oração e pelo compromisso
efetivo do amor. Que o aproximar-se do Natal de Cristo encha os corações
de todos nós de alegria, de serenidade e de paz! Para
viver de maneira mais autêntica e frutuosa este período de Advento, a
liturgia nos exorta a olhar para Maria Santíssima, e a nos
encaminharmos idealmente com ela para a Gruta de Belém. Quando Deus
bateu à porta da sua jovem vida, ela o recebeu com fé e com amor.
Daqui a alguns dias vamos contemplá-la no mistério luminoso da sua
Imaculada Conceição (08 de dezembro). |
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Deixemo-nos atrair pela sua beleza, reflexo da glória divina, para que "o Deus que há de vir" encontre em todos nós um coração bondoso e aberto, que Ele possa encher com os seus dons. O
Advento nos exorta a tomarmos consciência desta verdade e de agirmos
conseqüentemente. Ressoa como um apelo saudável, na repetição dos
dias, das semanas e dos meses: Acorda! Recorda que Deus vem! Não ontem,
não amanhã, mas hoje, agora! O único Deus verdadeiro, "o Deus de
Abraão, de Isaac e de Jacó", não é um Deus que está no céu,
desinteressando-se por nós e pela nossa história, mas é o
Deus-que-vem. É um Pai que nunca cessa de pensar em nós e, no respeito
extremo pela nossa liberdade, deseja nos encontrar e nos visitar; quer
vir, habitar no meio de nós, permanecer conosco. O seu "vir"
é impelido pela vontade de nos libertar do mal e da morte, de tudo o
que impede a nossa verdadeira felicidade. Deus vem para nos salvar. Os
Padres da Igreja observam que o "vir" de Deus contínuo e, por
assim dizer, conatural ao seu próprio ser concentra-se nas duas vindas
principais de Cristo: a da sua Encarnação e a do seu retorno glorioso
no fim da história (cf. Cirilo de Jerusalém, Catequese 15, 1: PG
33, 870). O tempo do Advento é vivido inteiramente segundo esta
polaridade. Nos primeiros dias, dá-se relevo à última vinda do
Senhor, como demonstram também os textos da liturgia das vésperas. Depois,
aproximando-se o Natal, prevalecerá ao contrário a memória do
acontecimento de Belém, para reconhecer nele a "plenitude do
tempo". Entre estas duas vindas "manifestas", pode-se
reconhecer uma terceira, que São Bernardo chama de vinda
"intermédia" e "oculta", que tem lugar na alma dos
fiéis e lança como que uma "ponte" entre a primeira e a última.
"Na primeira escreve São Bernardo Cristo foi a nossa redenção;
na última, manifestar-se-á como a nossa vida: é nela que se encontram
o nosso descanso e a nossa consolação" (Disc. 5, sobre o
Advento, 1). Para esta vinda de Cristo, que poderíamos chamar
"encarnação espiritual", o modelo é sempre Maria. Como a
Virgem Maria conservou no seu coração o Verbo que se fez carne, assim
cada um de nós e toda a Igreja somos chamadas, na sua peregrinação
terrena, a esperar Cristo que vem e a acolhê-lo com fé e amor sempre
renovados. Este
Tempo de Advento deve ser vivido no espírito da Oração do Dia da
Missa do Primeiro Domingo: Ó
Deus todo poderoso, concedei a vossos fiéis o ardente desejo de possuir
o reino celeste, para que, acorrendo com as nossas boas obras ao
encontro do Cristo que vem, sejamos reunidos à sua direita na
comunidade dos justos. Por
nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na
unidade do Espírito Santo Amém. 28/11/2011 |
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MARIA E A CRUZ Com a participação de centenas de pessoas recebemos no dia 18, próximo passado, em Campo Belo os dois símbolos das Jornadas Mundiais da Juventude, a Cruz e o ícone de Nossa Senhora. Hoje gostaria de considerar um pouco a presença deste segundo símbolo, para relacionar a Mãe de Jesus à cruz. O ícone de Maria. O que nos diz esta mulher? O que tem ela haver com a Cruz? Maria é a Mãe de Jesus, o Filho de Deus, que por nós morreu e ressuscitou. No momento de sua morte, conta-nos o quarto evangelista que, em pé junto à Cruz estava sua Mãe (cf. Jo 19, 25). Sua presença aos pés da cruz nos indica a sua plena participação no sofrimento daquele que a ele fora anunciado como o Filho do Altíssimo. Naquele dia, na casa de Nazaré, ela responde ao mensageiro de Deus, a Deus mesmo: "Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra" (Lc 1,28) e assim "O Verbo de Deus se encarnou"(cf. Jo1,14) e ela se torna a Mãe do Salvador. Aos pés da Cruz, não mais um mensageiro, mas o próprio Filho, Deus verdadeiro lhe diz: "Mulher eis aí o teu filho" (Jo 19, 26b), neste momento, aquela que se tornara pela encarnação Mãe da cabeça da Igreja, Jesus Cristo, torna-se agora na ordem da graça Mãe também dos membros, Mãe da Igreja. |
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Recordou-nos o Beato João Paulo II: "Maria é Mãe da divina graça, porque é Mãe do Autor da graça. Confiai-vos a Ela com plena confiança! Resplandecereis com a beleza de Cristo! Abertos ao sopro do Espírito vos tornareis apóstolos intrépidos, capazes de difundir à vossa volta o fogo da caridade e a luz da verdade. Na escola de Maria, haveis de descobrir o compromisso concreto que Cristo espera de vós, aprendereis a colocá-lo no primeiro lugar na vossa vida, orientando para Ele os vossos pensamentos e as vossas ações... Com o seu exemplo, Maria vos ensina a fixar o vosso olhar de amor naquele que foi o primeiro a amar-nos. Com a sua intercessão, Ela forma em vós um coração de discípulos capazes de vos colocardes à escuta do Filho, que revela o rosto autêntico do Pai e a verdadeira dignidade do homem. (Mensagem párea a XVIII da JMJ). O Documento de
Aparecida nos lembra que a Virgem de Nazaré teve uma missão única na
história da salvação: concebeu, educou e acompanhou seu filho até a
cruz. Desde a cruz Jesus Cristo confiou a seus discípulos,
representados por João, o dom da maternidade de Maria, que nasce
diretamente da hora pascal de Cristo (Jo 19,27). Perseverando junto aos
apóstolos à espera do Espírito (cf. At 1,13-14), ela cooperou com o
nascimento da Igreja missionária, imprimindo-lhe um selo mariano que a
identifica profundamente. Como mãe, fortalece os vínculos fraternos
entre todos, estimula a reconciliação e o perdão e ajuda os
discípulos de Jesus Cristo a experimentarem como uma família, a
família de Deus. Rezemos com o Papa Bento XVI a oração que ele fez na sua recente visita à Catedral de Cotonou, Benim, na África, no dia 18 de Novembro de 2011:
Ó
Mãe de Misericórdia, 21/11/2011 |
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A CRUZ E O ÍCONE DE MARIA
DA JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE
Estamos para receber a Cruz e o ícone de Nossa
Senhora da Jornada Mundial da Juventude, no próximo dia 18 de novembro,
em prepararação para a Jornada de 2013, que será no Rio de janeiro. A
Jornada Mundial da Juventude foi criada pelo Beato João Paulo II em
1985, e consiste numa reunião de centenas de milhares de pessoas
católicas, sobretudo jovens. O evento acontece a cada dois ou três
anos, numa cidade escolhida para celebrar a grande jornada em que
participam pessoas do mundo inteiro. Nos anos intermediários, as
Jornadas são vividas em Roma e nas dioceses do mundo no Domingo de
Ramos. Para cada Jornada, o Papa sugere um tema e envia uma mensagem.. |
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A
Jornada Mundial da Juventude foi celebrada pela primeira vez, de maneira
oficial, no Domingo de Ramos de 1986, em Roma. A partir de 1987, a cada
dois anos, como regra geral, em alguma cidade do mundo, como dissemos
acima. 15/11/2011 |
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SÃO PAULO APÓSTOLO Nesta
semana estamos recebendo a visita da imagem de São Paulo Apóstolo, uma
iniciativa do Movimento de Cursilhos de Cristandade da Diocese, com a
finalidade de preparar a celebração dos 40 anos de Cursilho em nossa
Diocese e 50 anos do movimento no Brasil. Este judeu nascido em Tarso (hoje Turquia oriental), que recebeu do rabinho Gamaliel, o Velho, um ensinamento rigoroso da Lei e que era também um cidadão romano, recebe a missão concreta de ir pregar a Palavra de Deus a todos os homens: primeiro em Antioquia e na Ásia menor, depois na Grécia e em Roma. |
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Com
Paulo, em poucos anos e de modo ardente a Lei sai de Sião e a Palavra
de Deus de Jerusalém, como havia profetizado Miquéias: "Vinde,
subamos a montanha do Senhor, para a casa do Deus de Jacó. Ele nos
ensinará os seus caminhos e caminharemos pelas suas vias. Porque de
Sião sairá a Lei, e de Jerusalém a Palavra do Senhor" (Mq 4,2c).
E sai com um duplo sentido do termo: Paulo vai dar testemunho dos
ensinamentos de seus pais e do que havia experimentado: Cristo
Ressuscitado, isto é, ele fala com orgulho do que aprendeu dos pais
sobre a Lei, a Torá, mas anunciará a experiência que fez da Palavra
definitiva do pai, Jesus Cristo: "O Verbo se fez carne e a habitou
entre nós" (Jo 1,14). 07/11/2011 |
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Neste mês de novembro, especificamente no dia 02, dia de Finados, rezamos por nossos irmãos que já partiram desta vida. Para nós cristãos, não se trata de um simples dia de saudade, mas de oração na firme esperança da ressurreição. Num mundo que já não crê e não tem quase nada a dizer sobre a vida e sobre a morte, a Palavra de Deus nos ilumina: “Irmãos, não queremos que ignoreis o que se refere aos mortos, para não ficardes tristes como os outros, que não têm esperança” (1Ts 4,13). O cristão não pode encarar a morte como os pagãos; nós temos uma esperança, e ela se chama Jesus Cristo, aquele que disse “eu sou a Ressurreição, eu sou a Vida” (Jo 11,25)! Deus não nos abandonou à morte: ele nos enviou o seu Filho, em tudo igual a nós, menos no pecado. Ele tomou sobre si as nossas dores, viveu nossa vida mortal, de incertezas, de tristezas, de angústias, de morte. Morrendo de morte semelhante à nossa, ele foi ressuscitado pelo Pai na força do Espírito Santo. Morrendo ele nos deu a possibilidade e a graça de morrer como ele e com ele ressuscitar da morte: “Eu sou a ressurreição! Quem crê em mim, ainda que esteja morto viverá!” (Jo 11,25). Desde o nosso Batismo, unidos a Cristo morto e ressuscitado, alimentados pelo seu corpo e sangue na Eucaristia, sabemos que “nem a morte nem a vida nem criatura alguma nos poderá separar do amor de Cristo” (Rm 8,38s). |
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Esta
é a nossa esperança: vivermos unidos a Cristo já agora e, após a
nossa morte, ressuscitar nele e com ele, nele e como ele! Como o Senhor
foi glorificado no seu corpo e na sua alma pelo poder do Espírito
Santo, assim também nós seremos glorificados: “semeado corruptível,
ressuscitará corpo incorruptível; semeado desprezível, ressuscitará
reluzente de glória; semeado na fraqueza, ressuscita cheio de força;
semeado psíquico, ressuscita corpo espiritual” (1Cor 15,42-44).
Sermos glorificados significa entrar na plenitude de Cristo, na alegria
de Cristo, na eternidade de Cristo! Isto, para nós, é o Paraíso:
estar para sempre com o Senhor! Rezemos pelos nossos queridos que
já morreram; rezemos por todos os fiéis que já partiram para o
Cristo, pois diz a Sagrada Escritura diz que “é um santo e piedoso
pensamento rezar pelos mortos, para que sejam livres de seus pecados”
(2Mc 12,46). Que nosso carinho e nossa saudade sejam acompanhados pela
nossa piedosa oração, cheia de esperança na ressurreição. Enquanto
visitamos os cemitérios, recordemo-nos que ali, nos túmulos, repousam
só os despojos dos nossos entes queridos na expectativa da
ressurreição final. As suas almas – como diz a Escritura – já
"estão nas mãos de Deus" (Sb 3, 1). Portanto, o modo mais
justo e eficaz de honrá-los é rezar por eles, oferecendo atos de fé,
de esperança e de caridade. Em união com Sacrifício Eucarístico,
podemos interceder pela sua salvação eterna e experimentar a mais
profunda comunhão, na esperança de nos encontrarmos juntos, a
regozijar para sempre no Amor que nos criou e redimiu. Voltemos nosso
olhar e nosso pensamento para Cristo, vencedor da nossa morte. E
meditemos nas palavras do Prefácio da missa dos fiéis defuntos: Em
Cristo “brilhou para nós a esperança da feliz ressurreição. E, aos
que a certeza da morte entristece, a promessa da imortalidade consola.
Senhor, para os que crêem em vós, a vida não é tirada, mas
transformada. E, desfeito o nosso corpo mortal, nos é dado nos céus,
um corpo imperecível”. Que o Senhor realize a nossa esperança e que
nós vivamos de tal modo, que sejamos dignos dela! 01/11/2011 |
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Pe.
Donizete Antônio de Souza – Pároco
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