Palavra do Pároco

 

Estamos vivendo o rico Tempo da Páscoa as Normas Universais sobre o Ano Litúrgico e o Calendário (n.22) afirmam: “os cinquenta dias entre o domingo da Ressurreição e o domingo de Pentecostes sejam celebrados com alegria e exultação, como se fossem um só dia de festa, ou melhor, ‘como um grande domingo’. É principalmente nesses dias que se canta o aleluia”.

Os cinquenta dias do Tempo Pascal devem ser considerados e vividos como uma unidade, como uma única festa. São cinquenta dias de Páscoa. Por isso, os domingos são chamados de domingos da Páscoa e não de domingos depois da Páscoa.

A Páscoa da Ressurreição, Ascensão e Pentecostes não constituem festas independentes. “Existe íntima relação entre Páscoa da Ressurreição, Ascensão e Pentecostes. Páscoa da Ressurreição é a vitória, Ascensão é o triunfo pela vitória sobre o pecado e a morte, Pentecostes é a distribuição dos dons, do Espírito Santo” (Beckhäuser, 2008).

“Os oito primeiros dias do Tempo pascal formam a oitava da Páscoa e são celebrados como solenidades do Senhor” (NALC, nº 24). Constituem uma unidade, como se fossem um prolongamento do Domingo da Ressurreição. 

A grande característica do Tempo Pascal é a alegria pela presença do Cristo ressuscitado. Ela transparece nos cantos, sobretudo no Glória e no Aleluia, no acendimento do Círio pascal, na cor branca ou dourada dos paramentos litúrgicos e no uso de muitas flores na ornamentação.

Entre o Domingo de Páscoa e o Domingo de Pentecostes temos a celebração da Ascensão do Senhor, é celebrada no, no Brasil, no 7º domingo da Páscoa, já que não é feriado na quinta-feira do quadragésimo dia da Páscoa. O que importa é o mistério celebrado e não o número que fixa a data.

Cristo, que veio do Pai, agora retorna para o Pai, subindo glorioso. Ao subir para o Pai nos levou consigo e nos introduziu no seio da vida divina da Trindade Santa. Por isso, a Ascensão do Senhor é a festa da nossa vitória, embora ainda estejamos aqui, como rezamos do dia: “Ó Deus todo-poderoso, a ascensão do vosso Filho já é nossa vitória. Fazei-nos exultar de alegria e fervorosa ação de graças, pois, membros de seu corpo, somos chamados na esperança a participar da sua glória”.

Com a Ascensão, termina a experiência da celebração da presença visível de Jesus em nosso meio. Começa o tempo da sua presença invisível através do sinal visível do seu corpo, que é a Igreja, animada pelo Espírito Santo.

O Tempo da Páscoa se encerra com a Solenidade de Pentecostes, no qual  celebramos a vinda do Espírito Santo, no quinquagésimo (50°) dia da Páscoa. Daí o nome da Festa: Pentecostes (50 dias depois da Páscoa)

 

14/05/2012

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Estamos na oitava da páscoa, isto é, oito dias que celebramos e vivemos o dia de Páscoa, uma semana em um dia, um dia vivido em uma semana. Em nossa Paróquia estamos nos preparando para a Festa da Divina Misericórdia, que acontece no dia 15 de abri, II Domingo da Páscoa, ou também chamado Domingo da Divina Misericórdia instituído pelo Beato João Paulo II, no ano de 2000, quando da canonização de Santa Faustina Kowalska. Por isso nossa palavra hoje é sobre esta temática, envolvendo também a Páscoa: Mistério pascal: ponto culminante da revelação e atuação da misericórdia.

Disse Jesus aos seus Apóstolos na Ultima Ceia: “fazei isto em memória de mim” (Lc 22,19 b). O Mistério Pascal - recorda-nos o Papa João Paulo II - é o ponto culminante da revelação e atuação da misericórdia, capaz de justificar o homem, e de restabelecer a justiça como realização do desígnio salvífico que Deus, desde o princípio, tinha querido realizar no homem e, por meio do homem, no mundo, Cristo, ao sofrer, interpela todo e cada homem e não apenas o homem crente. Até o homem que não crê poderá descobrir nele a eloquência da solidariedade com o destino humano, bem como a harmoniosa plenitude da dedicação desinteressada à causa do homem, à verdade e ao amor.

É bom ter presente que, na Celebração da Eucaristia este Mistério Pascal, que é obra da Misericórdia de Deus para conosco, ele é atualizado cada vez que celebramos o sacrifício da Missa. Participar assiduamente da Eucaristia faz parte da nossa fé, do nosso ser cristão. O Papa Bento XVI nos recordou que, “o Cristianismo e, antes de tudo, dom: Deus se doa a nós – não dá alguma coisa, mas a si mesmo. E isso ocorre não só no início, no momento de nossa conversão. Ele permanece continuamente como Aquele que doa. Sempre, e de novo, Ele nos oferece seus dons. Sempre nos precede. Por isso, o ato central do ser cristão é a Eucaristia: a gratidão por ter sido gratificado, a alegria pela vida nova que Ele nos dá”.

A Eucaristia para os primeiros cristãos também teve o nome de “Fração do pão”, segundo o Papa Bento XVI “partir o pão é um gesto de comunhão, é unir através do partilhar. Deste modo, no próprio gesto já se alude à natureza íntima da Eucaristia: esta é ágape, é amor que se tornou corpóreo. Na palavra "ágape", compenetram-se os significados de Eucaristia e amor. No gesto de Jesus que parte o pão, o amor que se participa alcançou a sua radicalidade extrema: Jesus deixa-se fazer em pedaços como pão vivo. No pão distribuído, reconhecemos o mistério do grão de trigo que morre e assim dá fruto. Reconhecemos a nova multiplicação dos pães, que deriva da morte do grão de trigo e continuará até ao fim do mundo. Ao mesmo tempo vemos que a Eucaristia não pode jamais ser apenas uma ação litúrgica; só está completa, quando a ágape litúrgica se torna amor no dia a dia. No culto cristão, as duas coisas tornam-se uma só: ser cumulados de graça pelo Senhor no ato cultual e o culto do amor para com o próximo.

A última ceia se deu em meio aos conflitos: aproximava-se a hora decisiva de Jesus. Sim, o Senhor prepara-nos a mesa no meio das ameaças deste mundo e dá-nos o cálice sagrado – o cálice da grande alegria, da verdadeira festa, pela qual todos desejamos – o cálice cheio do vinho do seu amor. O cálice significa as bodas: agora chegou a "hora", a que de forma misteriosa Jesus tinha se referido nas  Bodas de Caná. Sim, a Eucaristia é mais do que um banquete, é uma festa de núpcias. E estas núpcias fundam-se na auto doação de Deus até a morte.

A Eucaristia, atualização, memória do Mistério pascal de Cristo é o ápice da misericórdia Divina. Tenhamos amor à santa Missa, sejamos fiéis, assíduos, sobretudo, aos domingos e dias santos de guarda. Façamos nossa páscoa semanal na expectativa da páscoa definitiva na eternidade.

Rezemos com Santa Faustina:

Amor Eterno, chama pura, ardei sem cessar no meu coração e divinizai todo o meu ser de acordo com a Vossa eterna predileção, pela qual me chamastes à existência e convocastes à participação na Vossa felicidade eterna" (Diário, 1523).

 

09/04/2012

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O Sagrado Tríduo Pascal

Na próxima quinta feira, dia 05 de abril, tem início o Sagrado Tríduo Pascal é a maior celebração das comunidades cristãs. A Páscoa é o centro do ano litúrgico, fonte que alimenta a nossa vida de fé. Celebrar o Tríduo Pascal da paixão e ressurreição do Senhor é celebrar a obra da redenção humana e da perfeita glorificação de Deus que o Cristo realizou quando, morrendo, destruiu a nossa morte e ressuscitando, renovou a vida.

Na Quinta feira Santa faz-se memória da Eucaristia e do sacerdócio ministerial. De manhã todos os padres da diocese, juntamente com delegações de leigos das paróquias participam da Missa de Consagração dos Santos Óleos, na Catedral Diocesana. Esta Missa presidida pelo Bispo Diocesano, na qual ele abençoa os óleos do Crisma, dos catecúmenos e dos Enfermos. Estes óleos serão usados durante o ano nas celebrações da Crisma, das ordenações sacerdotais e episcopais, no Batismo e na Unção dos enfermos, respectivamente. Nesta Missa também os padres renovam, diante do Bispo e do Povo de Deus, os seus compromissos sacerdotais, assumidos no dia da ordenação.

Na tarde (noite) da Quinta-Feira Santa tem efetivo início o Tríduo pascal, com a memória da Última Ceia, durante a qual Jesus instituiu o Memorial da sua Páscoa, cumprindo o rito pascal judaico. Jesus pronunciando a bênção sobre o pão e o vinho, Ele antecipa o sacrifício da cruz e manifesta a intenção de perpetuar a sua presença no meio dos discípulos: sob as espécies do pão e do vinho, Ele torna-se presente de modo real com o seu corpo oferecido e com o seu sangue derramado. Durante a Última Ceia, os Apóstolos são constituídos ministros deste Sacramento de salvação; Jesus lava-lhes os pés (cf. Jo 13, 1-25), convidando-os a amarem-se uns aos outros como Ele os amou, dando a vida por eles. Repetindo este gesto na Liturgia, também nós somos chamados a testemunhar com os fatos o amor do nosso Redentor.

A Quinta-Feira Santa é encerrada com a adoração eucarística, na recordação da agonia do Senhor no Jardim do Getsémani. Esta adoração deve nos levar a acolher também a exortação de Jesus aos discípulos: permanecei aqui e vigiai; e este apelo à vigilância diz respeito precisamente a este momento de angústia, de ameaça, na qual chegará o momento traiçoeiro, mas diz respeito a toda a história da Igreja. É uma mensagem permanente para todos os tempos, porque a sonolência dos discípulos não era só um problema daquele momento, mas é o problema de toda a história. A questão reside no que consiste esta sonolência, em que consistiria a vigilância à qual o Senhor nos convida.

A adoração noturna da Quinta-Feira Santa, o estar vigilantes com o Senhor, deveria ser precisamente o momento para nos fazer refletir acerca da sonolência dos discípulos, dos defensores de Jesus, dos apóstolos, de nós, que não vemos, não queremos ver toda a força do mal, e que não queremos entrar na sua paixão pelo bem, pela presença de Deus no mundo, por amor ao próximo e a Deus.

A propósito, a Quaresma termina com a celebração da Missa da Ceia do Senhor.

Na sexta feira Santa é dia de jejum, abstinência, recolhimento, silêncio, em memória à morte do Senhor na Cruz.

Ensina-nos o papa Bento XVI: “Na Sexta-feira Santa fazemos memória da paixão e da morte do Senhor; adoraremos Cristo Crucificado, participaremos dos seus sofrimentos com a penitência e com o jejum. Dirigindo «o olhar para aquele que trespassaram» (cf. Jo 19, 37), poderíamos haurir do seu coração dilacerado que efunde sangue e água como de uma nascente; daquele coração, do qual brota o amor de Deus por todos os homens, recebemos o seu Espírito. Por conseguinte, acompanhemos também nós na Sexta-feira Santa Jesus que sobe ao Calvário, deixemo-nos guiar por Ele até a cruz, recebamos a oferenda do seu corpo imolado...

Por fim, na noite do Sábado Santo, celebraremos a solene Vigília Pascal, na qual nos é anunciada a ressurreição de Cristo, a sua vitória definitiva sobre a morte que nos interpela a ser n'Ele homens novos. Participando nesta santa Vigília, a Noite central de todo o Ano Litúrgico, faremos memória do nosso batismo, no qual também nós fomos sepultados com Cristo, para poder ressuscitar com Ele e participar no banquete do céu (cf. Ap 19, 7-9)” [Audiência Geral, 20/04/2011].

Celebremos com entusiasmo estes dias do Sagrado Tríduo Pascal, e aprendamos de Jesus a grande lição da obediência a Deus e do amor ao próximo, porque “ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida por seus amigos” (Jo 15,13)

 

Feliz Páscoa para todos!

03/04/2012

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"Convertei-vos a mim de todo o vosso coração com jejuns, com lágrimas, com gemidos" (Jl 2, 12).

Com estas palavras inicia a Primeira Leitura, tirada do livro do profeta Joel. Os sofrimentos, as calamidades que afligiam naquele tempo a terra de Judá estimulam o autor sagrado a encorajar o povo eleito à conversão, isto é, a voltar com confiança filial ao Senhor dilacerando o seu coração e não as vestes. De fato, recorda o profeta, ele "é clemente e compassivo, paciente e rico em misericórdia e se compadece da desgraça" (2,13). O convite que Joel dirige aos seus ouvintes também é válido para nós. Não hesitemos em reencontrar a amizade de Deus perdida com o pecado; encontrando o Senhor experimentamos a alegria do seu perdão. Proclamando o Salmo 50 (51), o grande Salmo penitencial, apelamo-nos à misericórdia divina; pedimos ao Senhor que o poder do seu amor nos volte a dar a alegria de sermos salvos.

Com este espírito, iniciamos na quarta feira de Cinzas o tempo favorável da Quaresma, como nos recordou São Paulo na Segunda Leitura da missa de Quarta feira de Cinzas: "Na qualidade de colaboradores seus, exortamo-vos a que não recebais a graça de Deus em vão. Pois ele diz:

"Eu te ouvi no tempo favorável e te ajudei no dia da salvação". Agora é o tempo favorável, agora é o dia da salvação (2Cor 6,1-2), para nos deixarmos reconciliar com Deus em Cristo Jesus. O Apóstolo apresenta-se como embaixador de Cristo e mostra claramente como precisamente através d'Ele seja oferecida ao pecador, isto é a cada um de nós, a possibilidade de uma reconciliação autêntica.

"Aquele que não havia conhecido o pecado diz ele Deus o fez pecado por nós, para que nos tornássemos, nele, justiça de Deus" (2Cor 5, 21). Só Cristo pode transformar qualquer situação de pecado em novidade de graça. Eis por que assume um forte impacto espiritual a exortação que Paulo dirige aos cristãos de Corinto: "Em nome de Cristo suplicamo-vos: reconciliai-vos com Deus"; e ainda: "Este é o tempo favorável, é este o dia da salvação" (5,20; 6, 2). Enquanto Joel falava do futuro dia do Senhor como de um dia de terrível juízo, São Paulo, referindo-se às palavras do profeta Isaías, fala de "momento favorável", de "dia da salvação". O futuro dia do Senhor tornou-se o "hoje". O dia terrível transformou-se na Cruz e na Ressurreição de Cristo, no dia da salvação. . O apelo à conversão, à penitência ressoa hoje com toda a sua força, para que o seu eco nos acompanhe em cada momento da vida.

A liturgia da Quarta-Feira de Cinzas indica assim na conversão do coração a Deus a dimensão fundamental do tempo quaresmal. Esta é a chamada muito sugestiva que nos vem do tradicional rito da imposição das cinzas, que daqui a pouco renovaremos. Rito que assume um dúplice significado: o primeiro relativo à mudança interior, à conversão e à penitência, enquanto o segundo recorda a precariedade da condição humana, como é fácil compreender das duas fórmulas diversas que acompanham o gesto.

Temos quarenta dias para aprofundar esta extraordinária experiência ascética e espiritual. No Evangelho que foi proclamado, Jesus indica quais são os instrumentos úteis para realizar a autêntica renovação interior e comunitária: as obras de caridade (a esmola), a oração e a penitência (o jejum). São as três práticas fundamentais queridas também à tradição hebraica, porque contribuem para purificar o homem aos olhos de Deus (cf. Mt 6, 1-6.16-18). Estes gestos exteriores, que devem ser realizados para agradar a Deus e não para obter a aprovação e o consenso dos homens, são por Ele aceites se expressam a determinação do coração a servi-lo, com simplicidade e generosidade. Recorda-nos isto também um dos Prefácios quaresmais onde, em relação ao jejum, lemos esta singular expressão: "com o jejum elevas o espírito" (Prefácio IV).

No Brasil neste tempo da quaresma vivemos e refletimos sobre a Campanha da Fraternidade, uma experiência que é feita desde 1964. Neste ano a campanha da Fraternidade tem como tema: "Fraternidade Saúde Pública" e o lema "Que a saúde se difunda sobre a terra" (Eclo 38, 8).

O objetivo Geral da Campanha da fraternidade neste ano é: "Refletir sobre a realidade da saúde no Brasil em vista de uma vida saudável, suscitando o espírito fraterno e comunitário das pessoas na atenção aos enfermos e mobilizar por melhoria no sistema público de saúde.
Os Objetivos Específicos, são:

· Disseminar o conceito de bem viver e sensibilizar para a prática de hábitos de vida saudável, em detrimento dos que comprometem a boa saúde.

· Sensibilizar as pessoas para o serviço aos enfermos, o suprimento de suas necessidades e integração na comunidade. Organizar este serviço nas comunidades que ainda não despertaram para esta exigência evangélica;

· Alertar para a importância da organização da Pastoral da Saúde nas comunidades: criar onde não existe, fortalecer onde está incipiente e dinamizá-la onde ela já existe.

· Difundir dados sobre a realidade da saúde no Brasil e seus desafios, bem como sua estreita relação com os aspectos socioculturais de nossa sociedade;

· Despertar, nas comunidades, a discussão sobre a realidade da saúde pública, levá-las ao acompanhamento da prática da cidadania no trato da causa pública e à exigência de qualificação dos gestores da área da saúde;

· Estimular e fortalecer a mobilização popular em defesa do SUS e de seu justo financiamento, orientando a comunidade sobre seus direitos e deveres em relação ao sistema de saúde como a participação nos espaços de controle, fiscalização e deliberação das políticas públicas de saúde.

Rezemos a Oração da Campanha da Fraternidade de 2012:

Senhor Deus de amor,
Pai de bondade,
nós vos louvamos e agradecemos
pelo dom da vida,
pelo amor com que cuidais de toda a criação.

Vosso Filho Jesus Cristo,
em sua misericórdia, assumiu a cruz dos enfermos
e de todos os sofredores,
sobre eles derramou a esperança de vida em plenitude.

Enviai-nos, Senhor, o Vosso Espírito.
Guiai a vossa Igreja, para que ela, pela conversão
se faça sempre mais, solidária às dores e enfermidades do povo,
e que a saúde se difunda sobre a terra.

Amém.

22/02/2012

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Dia 06 de fevereiro, completo 24 anos de sacerdócio e quis promover em nossa paróquia um Ano Vocacional, em preparação ao meu Jubileu de Prata sacerdotal no sentido de fazer despertar em toda a comunidade a dimensão vocacional. Despertar as pastorais, os movimentos, serviços e associações para a responsabilidade para com as vocações, sobretudo para com as vocações sacerdotais e religiosas. Oferecer aos jovens e às jovens uma oportunidade de refletir sobre a vocação, o chamado que Deus faz a cada um, para uma missão na Igreja e no mundo.

Esperamos que este ano, que se prolongará até o dia 06 de fevereiro de 2013, quando celebro o meu Jubileu de Prata sacerdotal, possa fazer de nossa comunidade Paroquial uma comunidade vocacionista, que chama, que interpela a todos nos sentido de, a partir do Batismo, fonte de todas as vocações, para escutar o Senhor que chama e responder-lhe com disponibilidade, amor e coragem.

Gostaria de deixar claro o seguinte: A celebração dos meus 25 anos de sacerdócio tem como objetivos:

1. Agradecer a Deus pelo meu ministério sacerdotal, pela bondade e misericórdia do Senhor me chamou pelo nome e me conservou até hoje, apesar de minhas fraquezas.

2. Rezar por todos aqueles que participaram e participam desta página de minha história.

3. Renovar o meu "sim" ao chamado de Deus e, apesar dos anos já vividos, procurar renovar as forças para continuar servindo.

4. Promover uma grande missão vocacional para despertar em outros jovens o desejo de servir a Deus no ministério sacerdotal, bem como despertar também outras vocações para Igreja.

Assim, esta celebração não será para engrandecimento de minha pessoa, mas do sacerdócio de Cristo que recebi e represento, pois somente "a ele toda honra e toda glória pelos séculos", pois é "pela graça de Deus sou o que sou" (1Cor 15,10).

 

06/02/2012

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De Saulo de Trso, perseguidor a Paulo, Apóstolo de Jesus Cristo

 

"Eu persegui de morte essa doutrina, prendendo e metendo em cárceres homens e mulheres" (At 22,4).

Com estas palavras Saulo de Tarso fala do seu passado de perseguidor da Igreja, uma perseguição que o próprio Senhor Ressuscitado quando se lhe apareceu pergunta-lhe: "Saulo, Saulo, por que me persegues?" (At 22,7b), deixando claro que perseguir os cristãos, os seguidores de Cristo, a Igreja, enfim, é perseguir o próprio Senhor.

Paulo foi conquistado por Cristo quando sua fúria chegou ao máximo (At 9,1-2); perseguia a Igreja "com zelo" (Fl 3,6), e foi merecedor da graça porque atuou por ignorância porque agia de boa fé (1Tm 1,13), segundo acreditava.

Sua conversão se deu por causa de sua fé em Cristo, o qual ele viu no caminho de Damasco, segundo o testemunho dos Atos dos Apóstolos e das cartas.

Depois de sua conversão, de seu batismo e de sua cura milagrosa, Paulo começou a pregar aos judeus e depois levou o evangelho aos pagãos, ao mundo.

No dia 25 de janeiro celebra-se na Igreja a Festa da Conversão de São Paulo. Na sua homilia do dia 25 de janeiro de 2008, o papa Bento XVI disse: "A festa da Conversão de São Paulo coloca-nos de novo na presença deste grande Apóstolo, escolhido por Deus para ser a sua "testemunha diante de todos os homens" (At 22, 15). Para Saulo de Tarso, o momento do encontro com Cristo ressuscitado no caminho de Damasco marcou a mudança decisiva da vida. Realizou-se então a sua completa transformação, uma verdadeira conversão espiritual. Num momento, por intervenção divina, o cruel perseguidor da Igreja de Deus ficou cego, oscilando na escuridão, mas levando já no coração uma grande luz que o teria guiado, dali a pouco, para ser um fervoroso apóstolo do Evangelho...

A consciência de que só a graça divina tinha podido realizar tal conversão nunca abandonou Paulo. Quando já tinha dado o melhor de si, consagrando-se incansavelmente à pregação do Evangelho, escreveu com renovado fervor: "tenho trabalhado mais do que todos eles; não eu, mas a graça de Deus, que está comigo" (1 Cor 15, 10). Incansável como se a obra da missão dependesse totalmente dos seus esforços, São Paulo foi, contudo sempre animado pela profunda persuasão de que a sua força provinha da graça de Deus que agia nele".

São Paulo, Apóstolo é o patrono do Movimento de Cursilhos de Cristandade, movimento que surgiu na Espanha nas décadas de 1930-1940.

Coube a iniciativa à Juventude da Ação Católica Espanhola (JACE) da Diocese de Palma de Maiorca (Ilha de Maiorca, Espanha), encorajada por seus assistentes eclesiásticos e por seu Bispo, D. Juan Hervás. No Brasil ele foi implantado em 1962, sendo o primeiro Cursilho de Cristandade em nosso País, realizado em Valinhos (São Paulo). Portanto, o movimento completa 50 anos de existência no Brasil. Na nossa Diocese ele foi implantado no ano de 1971, há 40 anos, quando era bispo Diocesano o saudoso Dom Antônio Carlos Mesquita, que muito apoiou o movimento durante o seu pastoreio. Depois grande força recebeu também o movimento de seu sucessor, Dom Francisco barroso Filho.

Valho-me da oportunidade para recordar alguns pontos aos nossos queridos cursilistas, jovens e casais, segundo o que entendo do movimento, depois de fazer o 27º Cursilho da Diocese de Oliveira. Um primeiro lembrete é que a palavra "cursilho" é uma palavra de origem espanhola e quer dizer "pequeno curso", ou "breve curso". Assim, fazemos um curso para aplicá-lo, para colocar em prática nossos conhecimentos que obtivemos neste curso, ora, o objetivo o eixo central do cursilho de cristandade é o anúncio alegre do evangelho através de uma vivência testemunhal nos ambientes. Por isso o cursilista não pode se contentar com as reuniões mensais, que são, do meu ponto de vista, uma forma de crescimento na fé, para o anúncio explícito do Evangelho, para a ação pastoral na comunidade. Não se pode conceber um cursilista que não participa semanalmente, senão diariamente da Eucaristia, que não se aproxima, ao menos uma vez por ano do Sacramento da penitência... Portanto, ser cursilista não se encerra em participar dos grupos e trabalhar vez por outra nos cursilhos. Ser cursilista é ser cristão atuante, alimentado-se da Palavra de Deus rezada e meditada pessoalmente, e refletida nos grupos. Nossas Pastorais estão carentes de agentes! Onde estão os milhares de cursilistas de nossa diocese?

Aqui recordo aos nossos leitores e, sobretudo aos cursilistas as palavras do Beato João Paulo na Ultreya Jubilar do Movimento de Cursilhos de Cristandade, em 29 de Julho de 2000, em Roma: "Jesus, a quem abristes com generosidade os vossos corações, pede-vos que proclameis incansavelmente o seu nome àqueles que ainda não O conhecem. Ele chama-vos ao seu serviço, ao serviço da Verdade que nos liberta.

Quanto mais transparente esta "diaconia" (serviço) da verdade" se tornar nas vossas vidas quotidianas, tanto mais convincente ela será. Como vo-los recorda uma oração a que frequentemente se reza no Movimento dos Cursilhos, "Cristo não tem mãos, pois só dispõe das nossas mãos para transformar o mundo de hoje. Cristo não tem pés, pois só possui os nossos pés para orientar o mundo rumo a Ele. Cristo não tem lábios, pois só dispõe dos nossos lábios para falar ao homem".

Este é o vosso apostolado. Levai-o a cabo em constante sintonia eclesial, para que assim se manifeste a "força da comunhão", que é o estilo e contemporaneamente o conteúdo mesmo da missão do Povo de Deus. Diante das várias formas de individualismo, que fragmentam e dispersam a capacidade e os recursos evangelizadores, reuni os vossos esforços missionários aos das multíplices agremiações eclesiais suscitadas pelo Espírito na Igreja do nosso tempo (grifo meu). Esforçai-vos para que volte a sobressair a beleza das primeiras comunidades cristãs, que levavam os pagãos a reconhecerem com admiração: "Vede como se amam!". E sede sempre dóceis às indicações do Magistério. Com efeito, nenhum carisma dispensa da referência e da submissão aos Pastores da Igreja, cujo discernimento é uma garantia de fidelidade ao próprio carisma. A presente celebração jubilar suscite em todos vós uma renovada fidelidade à vossa inspiração original e uma comunhão eclesial mais firme" (n. 3-4).

E com ele repito aos nossos cursilistas: "Coragem! Ultreya! Avante!".

Valha-nos nesta missão a poderosa intercessão da Virgem Maria, Mãe de Cristo e Mãe da igreja e de São Paulo Apóstolo, a quem invocamos com esta oração:

Glorioso São Paulo,

Apóstolo cheio de zelo, mártir por amor a Cristo, dai-nos uma fé profunda, uma esperança sem queda, um amor ardente pelo Senhor para que possamos dizer convosco: 'já não sou eu quem vive, mas é Cristo quem vive em mim'.

Ajudai-nos a nos convertermos em apóstolos que servem a Igreja com uma consciência pura, testemunhas de sua verdade e de sua beleza em meio à escuridão de nosso tempo.

Convosco louvamos a Deus, nosso Pai.

'A ele a glória, na Igreja e em Cristo pelos séculos dos séculos'.

Amém.

 

23/01/2012

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"É graça divina começar bem. Graça maior persistir na caminhada certa. Mas graça das graças é não desistir nunca" (Dom Hélder Câmara).

Terminamos um ano e começamos 2012. Neste espaço aqui de nossa página que aproveitar para agradecer a todos quantos no ano de 2011 desde a minha posse aqui na Paróquia ajudaram na caminhada da comunidade, caminhada em três frentes importantes, a saber: Espiritual, pastoral e material. Não pudemos realizar muita coisa, pois este período foi de conhecimento e de adaptação.
Agradecemos aos agentes de pastoral, os membros dos diversos movimentos, serviços e associações que com alegria, disponibilidade e amor ao Evangelho ajudaram na caminhada espiritual e pastoral. Que neste novo ano possamos continuar caminhando juntos a serviço do Evangelho e do Reino de Deus, a serviço da Igreja, fazendo também um apelo a todos quantos estão à margem, afastados da Ação Pastoral Paroquial que procurem dar também o seu "sim", vivendo desta maneira o seu Batismo, pelo qual todos nos tornamos sacerdotes, profetas e pastores. A fé se vive na comunidade.

Neste sentido recorda-nos o Papa Bento XVI: "A renovação da Igreja se realiza também através do testemunho prestado pela vida dos crentes: de fato, os cristãos são chamados a fazer brilhar, com a sua própria vida no mundo, a Palavra de verdade que o Senhor Jesus nos deixou. O próprio Concílio, na Constituição dogmática Lumen gentium, sobre a Igreja, afirma: "Enquanto Cristo "santo, inocente, imaculado" (Hb 7, 26), não conheceu o pecado (cf. 2 Cor 5, 21), mas veio apenas expiar os pecados do povo (cf. Hb 2, 17), a Igreja, contendo pecadores no seu próprio seio, simultaneamente santa e sempre necessitada de purificação, exercita continuamente a penitência e a renovação. A Igreja "prossegue a sua peregrinação no meio das perseguições do mundo e das consolações de Deus", anunciando a cruz e a morte do Senhor até que Ele venha (cf. 1 Cor 11, 26). Mas é robustecida pela força do Senhor ressuscitado, de modo a vencer, pela paciência e pela caridade, as suas aflições e dificuldades tanto internas como externas, e a revelar, velada, mas fielmente, o seu mistério, até que por fim se manifeste em plena luz"" (Carta Apostólica Porta Fidei, 6). Assim, não podemos nos desanimar diante das dificuldades, o Senhor sempre nos convida "a avançar para águas mais profundas" (cf. Lc 5,4), e nos garante: "Eu estarei convosco todos os dias até o fim dos tempos" (MT 28,20).

A nossa gratidão a todos os nossos irmãos e irmãs dizimistas que se mantiveram fiéis na sua oferta do dízimo, agradecemos aos nossos paroquianos que tiveram condições e efetivamente ajudaram com suas ofertas extras para as obras de construção da Matriz. A nossa gratidão, sobretudo a aquelas pessoas que, não pertencendo à nossa comunidade paroquial que tem nos ajudado. Muitas destas pessoas nem são campobelenses, são nossos amigos e compreendem a importância de colaborar na construção de uma igreja. Neste aspecto esperamos poder contar ainda com estas valiosas colaborações, até que concluamos a esta obra para a glória de Deus e honra da Virgem do Carmo.

 

01/01/2012

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"Aquele que no seio do Pai precedeu todos os espaços dos séculos é o mesmo que nascendo de uma mãe entra hoje no correr dos anos. É feito homem o autor do homem, para ser alimentado no peito o que governa os astros; para que o Pão tivesse fome, para que a Fonte tivesse sede, para que a Luz dormisse, para que o Caminho se cansasse ao caminhar..." (Santo Agostinho)

Este é o grande mistério do Natal, diferente do que pensam e agem os homens secularizados e consumistas de nosso tempo. O Natal é o mistério d"Aquele que sendo Deus quis fazer-se homem para nos indicar o caminho do verdadeiro ser humano, que se tornou a medida de todo homem. A nós que celebramos este mistério devemos buscar a cada dia "alcançarmos a estatura do homem perfeito, a medida da estatura da medida e da plenitude de Cristo" (Ef 4, 13b).
O Natal como disse padre Pietro Messa, Presidente da Escola Superior de Estudos Medievais e Franciscanos da Pontifícia Universidade Antonianum, em uma entrevista na Zenit, ao responder a pergunta: Em um ambiente secularizado como este moderno, o nascimento de Jesus Menino é banalizado e colocado no contexto de um "mito" que apenas as crianças podem acreditar. Por que, segundo os cristãos, aquele nascimento mudou o mundo? Disse: "Mas talvez a pior desmistificação do Natal não seja a de acreditar em um mito, mas o reducionismo do mesmo para a festa de bondade, do altruísmo, de ajuda aos necessitados. 

Não que essas coisas não sejam importantes ou presentes no Evangelho, mas o centro é o fato de que Jesus vem a nós porque fez a opção pela nossa pobreza. Ele estende sua mão até o momento em que seu braço é estendido na cruz. 

Como nos disse a Clarissa, irmã Clara Tarcisia do Promnastero de Santa Clara de Assis nos últimos meses de sua existência: "O importante na vida é amar, e, sobretudo deixar-se amar!"(grifo meu). E o Natal é o tempo propicio para deixar-se amar e isso não gera passividade porque Jesus nos ama como somos; mas não nos deixa como somos, ao contrário, nos transforma em capacidade de amar de modo criativo e eficaz. Desta forma, o encontro com a sua Presença muda e dá início a uma nova humanidade".

O Natal é o tempo de corrermos ao encontro de Jesus que vem a nós, tempo de olhar e apreciar e imitar a atitude dos Pastores dos arredores de Belém: "Vamos de4pressa a Belém e vejamos o que aconteceu, o que o Senhor nos deu a conhecer" (Lc 2,15). E como eles reconhecer com humildade naquela criança de Belém o Senhor, o nosso Salvador e recuperar, quem sabe, a alegria perdida por tantas dificuldades pelas quais passamos ou que nos fazem passar, sabendo como eles que Aquele recém-nascido não mudará sua condição de pobreza e marginalização. Mas a fé os ajuda a reconhecer no "menino envolto em faixas e deitado numa manjedoura", o "sinal" do cumprimento das promessas de Deus para todos os homens "que são do seu agrado" (Lc 2,12. 14), inclusive para eles (Bento XVI)! Natal é tempo de contemplar a longa viagem dos Magos e sairmos do nosso indiferentismo na fé, de nossa religião vivida de modo particular e autônomo e empreendermos uma viagem para encontrar Aquele que deve reinar sobre, sobre o mundo sobre o universo todo.

Natal é tempo de olhar para Maria e José e aprender deles a confiança e a disponibilidade em dizer sempre sim ao projeto de Deus para nós, ter a certeza de que quem confia em Deus jamais será confundido.

Desejo a todos um feliz e Santo Natal, que o coração de cada um possa ser uma acolhedora manjedoura onde possa repousar o Menino Deus e encher de luz a vida de cada um que assim iluminado, possa também iluminar as pessoas, os espaços e os ambientes onde convive.

24/12/2011

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Celebramos no dia 08 de dezembro a Solenidade da Imaculada Conceição da Virgem Maria, uma verdade que foi solenemente definida como dogma pelo Papa Pio IX em sua bula Ineffabilis Deus em 8 de Dezembro de 1854. A declaração dogmática é expressada da seguinte forma: ..."A doutrina que sustenta que a beatíssima Virgem Maria, no primeiro instante da sua Conceição, por singular graça e privilégio de Deus onipotente, em vista dos méritos de Jesus Cristo, Salvador do gênero humano, foi preservada imune de toda mancha de pecado original, essa doutrina foi revelada por Deus, e por isto deve ser crida firme e inviolavelmente por todos os fiéis".

A Igreja ao declarar uma verade ela o faz com consciência e responsabilidade a partir da palavra de Deus, legitimamente interpretada por ela. O Dogma ou a verdade da imaculada Concepção de Maria Santíssima foi quatro anos mais tarde, em 1858, confirmado pela própria Virgem Maria quando apareceu à Santa Bernadete Soubirous, onde se paresentou como "Imaculada Conceição" na localidade de Lourdes, diocese de Tarbes na França. O caso foi submetido às autoridades civis locais e eclesiásticas, após o que o bispo de Tarbes deu por confirmadas as aparições como sendo da Virgem Maria. As autoridades civis francesas se viram impotentes para impedir a devoção de milhares de peregrinos na época, atualmente Lourdes se transformou num lugar de peregrinação internacional de milhões de católicos devotos da Virgem Maria.

No dia 8 de dezembro de 2007 o papa Bento XVI, após a recitação do Angelus, comentou que nesta festa solene se recorda que "o mistério da graça de Deus envolveu desde o primeiro instante de sua existência à criatura destinada a converter-se na Mãe do Redentor, preservando-a do contágio com o pecado original. Ao contemplá-la, reconhecemos a altura e a beleza do projeto de Deus para cada ser humano: chegar a ser santos e imaculados no amor (Ef 1, 4), a imagem de nosso Criador."

Jesus entra na história da humanidade e, ao fazê-lo, também passa a ter uma história. Ele é verdadeiramente homem e assume em tudo a condição humana, menos o pecado Ao comemorarmos a Imaculada Conceição da Virgem Maria, estamos comemorando um fato da história do próprio Cristo, pois a Imaculada Conceição de Maria está condicionada ao nascimento de Cristo, uma vez que Deus estava preparando o ventre digno de receber seu próprio Filho. Com isso, podemos perceber a ação do Deus que é Senhor da história e que, agindo na própria história da humanidade, conta com a colaboração de todos para a realização do seu plano.

Encerramos convidando a todos a rezar esta oração do Papa Bento XVI, rezada por ele no dia 08 de dezembro de 2005, diante da imagem da Imaculada Conceição na Praça de Espanha, em Roma:

Desejamos agradecer-te, Virgem Mãe de Deus e nossa Mãe amada, pela tua intercessão em favor da Igreja. Tu, que ao aceitar sem hesitações a vontade divina, te consagraste com todas as tuas forças à pessoa e à obra do teu Filho, ensinando-nos a guardar no coração e a meditar em silêncio, como tu fizeste, os mistérios da vida de Cristo.

Tu, que fostes até ao Calvário, sempre profundamente unida ao teu Filho, que na cruz te deu como mãe ao discípulo João, faz com que também nós te sintamos sempre próxima a cada passo da nossa existência, sobretudo nos momentos de sombras e de provações.

Tu, que no Pentecostes, juntamente com os Apóstolos em oração, imploraste o dom do Espírito Santo para a Igreja nascente, ajuda-nos a perseverar no seguimento fiel de Cristo. A ti dirigimos com confiança o olhar, em "sinal de esperança certa e de conforto, enquanto não vier o dia do Senhor" (n. 68).

A ti, Maria, invocam com oração insistente os fiéis de todas as partes do mundo para que, glorificada no céu entre os anjos e os santos, intercedas por nós junto do teu Filho "enquanto todas as famílias dos povos, quer as que se distinguem pelo nome cristão, quer as que ainda ignoram o seu Salvador, em paz e concórdia estejam felizmente reunidas num só povo de Deus, para glória da santíssima e indivisível Trindade" (n. 69).

Amém!

05/12/2011

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Iniciamos no último domingo, dia 27 o Tempo do Advento e com ele um novo ano litúrgico na Igreja No Advento a liturgia repete para nós com freqüência e nos garante, quase que para vencer a nossa natural desconfiança, que Deus "vem": vem para estar conosco, em qualquer situação; vem para habitar no meio de nós, para viver conosco e em nós; vem preencher as distâncias que nos dividem e nos separam; vem para nos reconciliar com Ele e entre nós. Vem à história da humanidade, bater à porta de cada homem e mulher de boa vontade, para dar aos indivíduos, às famílias e aos povos o dom da fraternidade, da concórdia e da paz. Por isso, o Advento é por excelência o tempo da esperança, no qual aqueles que crêem em Cristo são convidados a permanecer em expectativa vigilante e laboriosa, alimentada pela oração e pelo compromisso efetivo do amor. Que o aproximar-se do Natal de Cristo encha os corações de todos nós de alegria, de serenidade e de paz!

Para viver de maneira mais autêntica e frutuosa este período de Advento, a liturgia nos exorta a olhar para Maria Santíssima, e a nos encaminharmos idealmente com ela para a Gruta de Belém. Quando Deus bateu à porta da sua jovem vida, ela o recebeu com fé e com amor. Daqui a alguns dias vamos contemplá-la no mistério luminoso da sua Imaculada Conceição (08 de dezembro). 

Deixemo-nos atrair pela sua beleza, reflexo da glória divina, para que "o Deus que há de vir" encontre em todos nós um coração bondoso e aberto, que Ele possa encher com os seus dons.

O Advento nos exorta a tomarmos consciência desta verdade e de agirmos conseqüentemente. Ressoa como um apelo saudável, na repetição dos dias, das semanas e dos meses: Acorda! Recorda que Deus vem! Não ontem, não amanhã, mas hoje, agora! O único Deus verdadeiro, "o Deus de Abraão, de Isaac e de Jacó", não é um Deus que está no céu, desinteressando-se por nós e pela nossa história, mas é o Deus-que-vem. É um Pai que nunca cessa de pensar em nós e, no respeito extremo pela nossa liberdade, deseja nos encontrar e nos visitar; quer vir, habitar no meio de nós, permanecer conosco. O seu "vir" é impelido pela vontade de nos libertar do mal e da morte, de tudo o que impede a nossa verdadeira felicidade. Deus vem para nos salvar.

Os Padres da Igreja observam que o "vir" de Deus contínuo e, por assim dizer, conatural ao seu próprio ser concentra-se nas duas vindas principais de Cristo: a da sua Encarnação e a do seu retorno glorioso no fim da história (cf. Cirilo de Jerusalém, Catequese 15, 1: PG 33, 870). O tempo do Advento é vivido inteiramente segundo esta polaridade. Nos primeiros dias, dá-se relevo à última vinda do Senhor, como demonstram também os textos da liturgia das vésperas.

Depois, aproximando-se o Natal, prevalecerá ao contrário a memória do acontecimento de Belém, para reconhecer nele a "plenitude do tempo". Entre estas duas vindas "manifestas", pode-se reconhecer uma terceira, que São Bernardo chama de vinda "intermédia" e "oculta", que tem lugar na alma dos fiéis e lança como que uma "ponte" entre a primeira e a última. "Na primeira escreve São Bernardo Cristo foi a nossa redenção; na última, manifestar-se-á como a nossa vida: é nela que se encontram o nosso descanso e a nossa consolação" (Disc. 5, sobre o Advento, 1). Para esta vinda de Cristo, que poderíamos chamar "encarnação espiritual", o modelo é sempre Maria. Como a Virgem Maria conservou no seu coração o Verbo que se fez carne, assim cada um de nós e toda a Igreja somos chamadas, na sua peregrinação terrena, a esperar Cristo que vem e a acolhê-lo com fé e amor sempre renovados.

Este Tempo de Advento deve ser vivido no espírito da Oração do Dia da Missa do Primeiro Domingo:

Ó Deus todo poderoso, concedei a vossos fiéis o ardente desejo de possuir o reino celeste, para que, acorrendo com as nossas boas obras ao encontro do Cristo que vem, sejamos reunidos à sua direita na comunidade dos justos.

Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,

na unidade do Espírito Santo

Amém.

28/11/2011

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MARIA E A CRUZ

Com a participação de centenas de pessoas recebemos no dia 18, próximo passado, em Campo Belo os dois símbolos das Jornadas Mundiais da Juventude, a Cruz e o ícone de Nossa Senhora. Hoje gostaria de considerar um pouco a presença deste segundo símbolo, para relacionar a Mãe de Jesus à cruz.

O ícone de Maria. O que nos diz esta mulher? O que tem ela haver com a Cruz? Maria é a Mãe de Jesus, o Filho de Deus, que por nós morreu e ressuscitou. No momento de sua morte, conta-nos o quarto evangelista que, em pé junto à Cruz estava sua Mãe (cf. Jo 19, 25). Sua presença aos pés da cruz nos indica a sua plena participação no sofrimento daquele que a ele fora anunciado como o Filho do Altíssimo. Naquele dia, na casa de Nazaré, ela responde ao mensageiro de Deus, a Deus mesmo: "Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra" (Lc 1,28) e assim "O Verbo de Deus se encarnou"(cf. Jo1,14) e ela se torna a Mãe do Salvador. Aos pés da Cruz, não mais um mensageiro, mas o próprio Filho, Deus verdadeiro lhe diz: "Mulher eis aí o teu filho" (Jo 19, 26b), neste momento, aquela que se tornara pela encarnação Mãe da cabeça da Igreja, Jesus Cristo, torna-se agora na ordem da graça Mãe também dos membros, Mãe da Igreja.

Recordou-nos o Beato João Paulo II: "Maria é Mãe da divina graça, porque é Mãe do Autor da graça. Confiai-vos a Ela com plena confiança! Resplandecereis com a beleza de Cristo! Abertos ao sopro do Espírito vos tornareis apóstolos intrépidos, capazes de difundir à vossa volta o fogo da caridade e a luz da verdade. Na escola de Maria, haveis de descobrir o compromisso concreto que Cristo espera de vós, aprendereis a colocá-lo no primeiro lugar na vossa vida, orientando para Ele os vossos pensamentos e as vossas ações... Com o seu exemplo, Maria vos ensina a fixar o vosso olhar de amor naquele que foi o primeiro a amar-nos. Com a sua intercessão, Ela forma em vós um coração de discípulos capazes de vos colocardes à escuta do Filho, que revela o rosto autêntico do Pai e a verdadeira dignidade do homem. (Mensagem párea a XVIII da JMJ).

O Documento de Aparecida nos lembra que a Virgem de Nazaré teve uma missão única na história da salvação: concebeu, educou e acompanhou seu filho até a cruz. Desde a cruz Jesus Cristo confiou a seus discípulos, representados por João, o dom da maternidade de Maria, que nasce diretamente da hora pascal de Cristo (Jo 19,27). Perseverando junto aos apóstolos à espera do Espírito (cf. At 1,13-14), ela cooperou com o nascimento da Igreja missionária, imprimindo-lhe um selo mariano que a identifica profundamente. Como mãe, fortalece os vínculos fraternos entre todos, estimula a reconciliação e o perdão e ajuda os discípulos de Jesus Cristo a experimentarem como uma família, a família de Deus.
Em Maria, encontramo-nos com Cristo, com o Pai, o Espírito Santo e com os irmãos.

Rezemos com o Papa Bento XVI a oração que ele fez na sua recente visita à Catedral de Cotonou, Benim, na África, no dia 18 de Novembro de 2011:

 

Ó Mãe de Misericórdia,
nós Vos saudamos, Mãe do Redentor;
nós Vos saudamos, Virgem gloriosa;
nós Vos saudamos, nossa Rainha!
Ó Rainha da Esperança,
mostrai-nos a face do vosso divino Filho;
guiai-nos pelos caminhos da santidade;
dai-nos a alegria daqueles que sabem dizer "sim" a Deus!
Ó Rainha da paz,
satisfazei as mais nobres aspirações dos jovens africanos;
satisfazei os corações sedentos de justiça, paz e reconciliação;
satisfazei os anseios das crianças vítimas da fome e da guerra!
Ó Rainha da justiça,
alcançai-nos o amor filial e fraterno;
alcançai-nos ser amigos dos pobres e dos humildes;
alcançai para os povos da terra o espírito de fraternidade!
Ó Nossa Senhora da África,
alcançai-nos do vosso divino Filho a cura para os doentes,
a consolação para os aflitos, o perdão para os pecadores;
intercedei junto do vosso divino Filho pela África,
e alcançai, para toda a humanidade, a salvação e a paz!
Amém.

21/11/2011

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A CRUZ E O ÍCONE DE MARIA DA JORNADA MUNDIAL DA JUVENTUDE

Estamos para receber a Cruz e o ícone de Nossa Senhora da Jornada Mundial da Juventude, no próximo dia 18 de novembro, em prepararação para a Jornada de 2013, que será no Rio de janeiro. A Jornada Mundial da Juventude foi criada pelo Beato João Paulo II em 1985, e consiste numa reunião de centenas de milhares de pessoas católicas, sobretudo jovens. O evento acontece a cada dois ou três anos, numa cidade escolhida para celebrar a grande jornada em que participam pessoas do mundo inteiro. Nos anos intermediários, as Jornadas são vividas em Roma e nas dioceses do mundo no Domingo de Ramos. Para cada Jornada, o Papa sugere um tema e envia uma mensagem..
Durante as JMJ, acontecem eventos como catequeses, adorações, missas, momentos de oração, palestras, partilhas e shows. Tudo isso em diversas línguas. Em sua antepenúltima edição, na Alemanha em 2005, participaram cerca de um milhão de jovens. Apesar de ser proposta pela Igreja Católica, é um convite a todos os jovens do mundo. Para João Paulo II, "…a esperança de um mundo melhor está numa juventude sadia, com valores, responsável e, acima de tudo, voltada para Deus e para o próximo."

A Jornada Mundial da Juventude foi celebrada pela primeira vez, de maneira oficial, no Domingo de Ramos de 1986, em Roma. A partir de 1987, a cada dois anos, como regra geral, em alguma cidade do mundo, como dissemos acima.
Em 1987 aconteceu em Buenos Aires. Dois anos depois na cidade espanhola de Santiago de Compostela. Em 1991 foi no santuário mariano da cidade polonesa de Czestochowa. Foi a primeira em que os jovens do Leste Europeu puderam participar sem problemas do evento, pois antes esta parte da Europa era comunista.
Em 1993 foi na cidade americana de Denver, nos Estados Unidos, diante do impressionante cenário das Montanhas Rochosas. O maior encontro de todos os tempos foi em 1995, em Manila nas Filipinas, onde participaram 4 milhões de jovens
Em 1997, a Jornada aconteceu em Paris, na França. O Jubileu do ano 2000 converteu-se também no jubileu das Jornadas Mundiais da Juventude. Cerca de 2,5 milhões de jovens reuniram-se em Roma para um novo encontro com o Papa. Em 2002 a cidade a canadense de Toronto foi a sede do encontro de 2002, onde o peregrino João Paulo II lembrou a todos que o espírito jovem é algo que não pode ser sufocado: "Vós sois jovens e o Papa é idoso, e ter 82 ou 83 anos não é a mesma coisa que ter 22 ou 23. Todavia, ele continua a identificar-se plenamente com as vossas esperanças e as vossas aspirações. Juventude de espírito, juventude de espírito! Embora eu tenha vivido no meio de muitas trevas, sob duros regimes totalitários, tive suficientes motivos para me convencer de maneira inabalável de que nenhuma dificuldade e nenhum temor é tão grande a ponto de poder sufocar completamente a esperança que jorra sem cessar no coração dos jovens".
"A Jornada de 2005 foi em Colônia na Alemanha e foi a primeira após a morte do Papa João Paulo II. O evento foi presidido pelo Papa Bento XVI e foi a sua primeira viagem internacional depois de eleito Papa. Nem a variedade de linguâs, culturas, distanciaram os jovens um dos outros.
Em 2008, a Jornada aconteceu em em Sydney na Austrália. Aí o Papa convocou os jovens do mundo todo para a Jornada Mundial da Juventude de 2011 em Madri na Espanha. No último dia da Jornada Mundial da Juventude em Madri o Papa Bento XVI anunciou a cidade brasileira do Rio de Janeiro como proxima sede do mega evento católico em 2013, com as seguintes palavras: "Apraz-me agora anunciar que a sede da próxima Jornada Mundial da Juventude, em 2013, será o Rio de Janeiro. Peçamos ao Senhor, desde já, que assista com a sua força quantos hão de pô-la em marcha e aplane o caminho aos jovens do mundo inteiro para que possam voltar a reunir-se com o Papa naquela bonita cidade brasileira".
A Cruz da JMJ.
A Cruz da JMJ ficou conhecida por diversos nomes: Cruz do Ano Santo, Cruz do Jubileu, Cruz da JMJ, Cruz Peregrina, muitos a chamam de Cruz dos Jovens porque ela foi entregue pelo Papa João Paulo II aos jovens, no final do Ano santo, para que a levassem por todo o mundo, a todos os lugares e em todo tempo..
Esta cruz de madeira que mede 3,8 metros foi construída e colocada como símbolo da fé católica, perto do altar principal na Basílica de São Pedro durante o Ano Santo da Redenção (Semana Santa de 1983 à Semana Santa de 1984). No final daquele ano, depois de fechar a Porta Santa, o Papa João Paulo II deu essa cruz como um símbolo do amor de Cristo pela humanidade. Quem a recebeu, em nome de toda a juventude foram os jovens do Centro Juvenil Internacional São Lourenço em Roma. Estas foram as palavras do Papa naquela ocasião: "Meus queridos jovens, na conclusão do Ano Santo, eu confio a vocês o sinal deste Ano Jubilar: a Cruz de Cristo! Carreguem-na pelo mundo como um símbolo do amor de Cristo pela humanidade, e anunciem a todos que somente na morte e ressurreição de Cristo podemos encontrar a salvação e a redenção
Desde 1984, a Cruz da JMJ peregrinou pelo mundo, através da Europa, além da Cortina de Ferro (antigos píses comunistas), Américas, Ásia, África e agora Brasil, estando presente em cada celebração internacional da Jornada Mundial da Juventude. Em 1994 a Cruz começou um compromisso que, desde então, se tornou uma tradição: sua jornada anual pelas dioceses do pais sede de cada JMJ internacional, como um meio de preparação espiritual para o grande evento.
O Ícone de Nossa Senhora.
O Ícone de Nossa Senhora, foi entregue aos jovens em 2003 pelo Papa João Paulo II que a entregou dizendo-lhes: "Hoje eu confio a vocês… o Ícone de Maria. De agora em diante ele vai acompanhar as Jornadas Mundiais da Juventude, junto com a Cruz. Contemplem a sua Mãe! Ele (o ícone) será um sinal da presença materna de Maria próxima aos jovens que são chamados, como o Apóstolo João, a acolhe-la em suas vidas" (Roma, 18ª Jornada Mundial da Juventude, 2003)
Este Ícone, ou imagem de de Nossa Senhora, "Salus Populi Romani" é uma cópia contemporânea de um antigo e ícone (imagem) sagrado encontrado na primeira e maior Basílica dedicada a Maria a Mãe de Deus, conhecida como Basílica de Santa Maria Maior.
O nosso querido Papa Bento XVI, continuando o legado de João Paulo II, falou "Nossa Senhora esteve presente no cenáculo com os Apóstolos quando eles estavam esperando por Pentecostes. Que ela seja vossa mãe e guia. Que ela vos ensine a receber a palavra de Deus, a valoriza-la e medita-la em seu coração (cf. Lc 2,19) como ela fez com sua vida. Que ela possa encorajar-vos a dizer o vosso "sim" ao Senhor ao viver "a obediência da fé". Que ela possa ajudar-vos a permanecer fortes na fé, constantes na esperança, perseverantes na caridade, sempre atentos à palavra de Deus".
No Ícone vemos Maria carregando seu Filho nos ensinando como levá-lo para o mundo. Milhões de jovens nos últimos 20 anos participaram das Jornadas Mundiais da Juventude.

15/11/2011

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SÃO PAULO APÓSTOLO

Nesta semana estamos recebendo a visita da imagem de São Paulo Apóstolo, uma iniciativa do Movimento de Cursilhos de Cristandade da Diocese, com a finalidade de preparar a celebração dos 40 anos de Cursilho em nossa Diocese e 50 anos do movimento no Brasil.
O Movimento de Cursilho teve seu início no singular contexto social, econômico, político e religioso da Espanha nas décadas de 1930-1940. Coube a iniciativa à Juventude da Ação Católica Espanhola (JACE) da Diocese de Palma de Maiorca (Ilha de Maiorca, Espanha), encorajada por seus assistentes eclesiásticos e por seu Bispo, D. Juan Hervás.
O Apóstolo São Paulo foi escolhido como padroeiro do Movimento. Quem é este Apóstolo? O chamado Apóstolo dos gentios, ou das nações não conheceu Jesus durante sua vida terrena em Jerusalém, ou pelos caminhos da Galiléia, como os doze Apóstolos. Ele é o primeiro que teve como experiência só a do Ressuscitado, a mesma que terão todos os cristãos. .

Este judeu nascido em Tarso (hoje Turquia oriental), que recebeu do rabinho Gamaliel, o Velho, um ensinamento rigoroso da Lei e que era também um cidadão romano, recebe a missão concreta de ir pregar a Palavra de Deus a todos os homens: primeiro em Antioquia e na Ásia menor, depois na Grécia e em Roma.

Com Paulo, em poucos anos e de modo ardente a Lei sai de Sião e a Palavra de Deus de Jerusalém, como havia profetizado Miquéias: "Vinde, subamos a montanha do Senhor, para a casa do Deus de Jacó. Ele nos ensinará os seus caminhos e caminharemos pelas suas vias. Porque de Sião sairá a Lei, e de Jerusalém a Palavra do Senhor" (Mq 4,2c). E sai com um duplo sentido do termo: Paulo vai dar testemunho dos ensinamentos de seus pais e do que havia experimentado: Cristo Ressuscitado, isto é, ele fala com orgulho do que aprendeu dos pais sobre a Lei, a Torá, mas anunciará a experiência que fez da Palavra definitiva do pai, Jesus Cristo: "O Verbo se fez carne e a habitou entre nós" (Jo 1,14).
Paulo é o personagem mais conhecido da primeira geração cristã, tanto pelas cartas que escreveu (sete reconhecidas como indubitavelmente autênticas), como pela história de sua vida que narra Lucas nos Atos dos Apóstolos. Para nós, suas Cartas são uma fonte excepcional. Sua figura, no entanto, continua sendo misteriosa. Por um lado, estas cartas abrangem uns somente quinze anos de sua vida. Por outro, os Atos que fazem referência á sua trajetória foram escritos vinte anos depois de sua morte, com um tom apologético da época, isto é, para a defesa da fé e de sua figura. Provavelmente Paulo era uns dez anos mais novo do que Jesus.
Bento XVI ao falar sobre este Apóstolo (cf. Audiência, 22/11/2006), nos recordou o seguinte: "Devemos antes de tudo constatar que o seu primeiro contato com a pessoa de Jesus se realiza através do testemunho da comunidade cristã de Jerusalém. Foi um contacto conturbado. Tendo conhecido o novo grupo de crentes, ele se tornou imediatamente seu perseguidor. Ele mesmo o reconhece nas suas três Cartas: "Persegui a Igreja de Deus", escreve (1Cor 15, 9; Gl 1, 13; Fl 3, 6), quase como para apresentar este seu comportamento como o pior dos crimes... A história nos mostra - continua o Papa - que se chega normalmente a Jesus através da Igreja! Num certo sentido, isto se verificou, diríamos, também para Paulo, o qual encontrou a Igreja antes de encontrar Jesus.
Mas este contacto, no seu caso, foi contraproducente, não causou a adesão, mas uma violenta repulsa. Para Paulo, a adesão à Igreja foi propiciada por uma intervenção direta de Cristo, o qual, tendo se revelado a ele no caminho de Damasco, se identificou com a Igreja e lhe fez compreender que perseguir a Igreja era perseguir o Senhor. De fato, o Ressuscitado disse a Paulo, o perseguidor da Igreja: "Saulo, Saulo, porque me persegues?" (At 9, 4). Perseguindo a Igreja, perseguia Cristo. Então Paulo converteu-se, ao mesmo tempo, a Cristo e à Igreja. Disto se compreende depois porque a Igreja tenha estado tão presente no pensamento, no coração e na atividade de Paulo.
Desta forma - recordou o Papa - "está em jogo a relação de comunhão: a vertical entre Jesus Cristo e todos nós, e também a horizontal entre todos os que se distinguem no mundo pelo fato de "invocar o nome de Nosso Senhor Jesus Cristo" (1 Cor 1, 2)".
Com São Paulo nos é dado entender que só existe uma pertença da Igreja a Cristo, como também de certa forma de equiparação e identificação da Igreja com Cristo mesmo. Portanto, a grandeza da Igreja e a nobreza da Igreja, isto é, de todos os que fazemos parte dela, deriva do fato de que somos membros de Cristo, como uma extensão de sua presença pessoal no mundo... (cf. Audiência, 22/11/2006)
Peçamos ao Senhor que vivamos em comunhão com Cristo e em comunhão entre nós e que todos os carismas, todos os talentos, todos os dons contribuam para a edificação da comunidade e não se tornem, pelo contrário, motivo de discórdia.

07/11/2011

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Neste mês de novembro, especificamente no dia 02, dia de Finados, rezamos por nossos irmãos que já partiram desta vida. Para nós cristãos, não se trata de um simples dia de saudade, mas de oração na firme esperança da ressurreição. Num mundo que já não crê e não tem quase nada a dizer sobre a vida e sobre a morte, a Palavra de Deus nos ilumina: “Irmãos, não queremos que ignoreis o que se refere aos mortos, para não ficardes tristes como os outros, que não têm esperança” (1Ts 4,13). O cristão não pode encarar a morte como os pagãos; nós temos uma esperança, e ela se chama Jesus Cristo, aquele que disse “eu sou a Ressurreição, eu sou a Vida” (Jo 11,25)! Deus não nos abandonou à morte: ele nos enviou o seu Filho, em tudo igual a nós, menos no pecado. Ele tomou sobre si as nossas dores, viveu nossa vida mortal, de incertezas, de tristezas, de angústias, de morte. Morrendo de morte semelhante à nossa, ele foi ressuscitado pelo Pai na força do Espírito Santo. Morrendo ele nos deu a possibilidade e a graça de morrer como ele e com ele ressuscitar da morte: “Eu sou a ressurreição! Quem crê em mim, ainda que esteja morto viverá!” (Jo 11,25). Desde o nosso Batismo, unidos a Cristo morto e ressuscitado, alimentados pelo seu corpo e sangue na Eucaristia, sabemos que “nem a morte nem a vida nem criatura alguma nos poderá separar do amor de Cristo” (Rm 8,38s). 

Esta é a nossa esperança: vivermos unidos a Cristo já agora e, após a nossa morte, ressuscitar nele e com ele, nele e como ele! Como o Senhor foi glorificado no seu corpo e na sua alma pelo poder do Espírito Santo, assim também nós seremos glorificados: “semeado corruptível, ressuscitará corpo incorruptível; semeado desprezível, ressuscitará reluzente de glória; semeado na fraqueza, ressuscita cheio de força; semeado psíquico, ressuscita corpo espiritual” (1Cor 15,42-44). Sermos glorificados significa entrar na plenitude de Cristo, na alegria de Cristo, na eternidade de Cristo! Isto, para nós, é o Paraíso: estar para sempre com o Senhor!  Rezemos pelos nossos queridos que já morreram; rezemos por todos os fiéis que já partiram para o Cristo, pois diz a Sagrada Escritura diz que “é um santo e piedoso pensamento rezar pelos mortos, para que sejam livres de seus pecados” (2Mc 12,46). Que nosso carinho e nossa saudade sejam acompanhados pela nossa piedosa oração, cheia de esperança na ressurreição. Enquanto visitamos os cemitérios, recordemo-nos que ali, nos túmulos, repousam só os despojos dos nossos entes queridos na expectativa da ressurreição final. As suas almas – como diz a Escritura – já "estão nas mãos de Deus" (Sb 3, 1). Portanto, o modo mais justo e eficaz de honrá-los é rezar por eles, oferecendo atos de fé, de esperança e de caridade. Em união com Sacrifício Eucarístico, podemos interceder pela sua salvação eterna e experimentar a mais profunda comunhão, na esperança de nos encontrarmos juntos, a regozijar para sempre no Amor que nos criou e redimiu. Voltemos nosso olhar e nosso pensamento para Cristo, vencedor da nossa morte. E meditemos nas palavras do Prefácio da missa dos fiéis defuntos: Em Cristo “brilhou para nós a esperança da feliz ressurreição. E, aos que a certeza da morte entristece, a promessa da imortalidade consola. Senhor, para os que crêem em vós, a vida não é tirada, mas transformada. E, desfeito o nosso corpo mortal, nos é dado nos céus, um corpo imperecível”. Que o Senhor realize a nossa esperança e que nós vivamos de tal modo, que sejamos dignos dela!
Dai-lhes, Senhor o descanso eterno!
Da luz perpétua, o resplendor!
Que suas almas descansem em paz!
Assim seja!

01/11/2011

 

Pe. Donizete Antônio de Souza – Pároco

 

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