Os puros de coração verão a Deus

 

 

Os que vêem com os olhos do corpo, percebem o que se passa nesta vida terrena, e observam as diferenças entre a luz e as trevas, o dia e a noite, o branco e o preto, o feio e o bonito, o disforme e o formoso, o alto e o baixo, o que tem proporções e o que é sem medida, o que tem partes a mais e o que é incompleto ... e por aí vai. O mesmo se pode dizer no que se refere ao sentido do ouvido: sons agudos, graves ou harmoniosos. Assim também acontece com os ouvidos do coração e com os olhos da alma, no que diz respeito à visão de Deus.

Na verdade, Deus se torna visível para aqueles que são capazes de vê-lo, porque mantém abertos os olhos da alma. Todos temos olhos, mas alguns ou quem sabe a maioria, os têm obscurecidos e não vêem a luz do sol. Se os cegos não vêem, não é porque a luz do sol deixou de brilhar, a si mesmos e a seus olhos é que devem atribuir a falta de visão. É o que talvez pode estar acontecendo com você, amigo leitor, estares com os olhos da alma velados pelos teus pecados e por tuas más ações.

O Cristão, para ser verdadeiramente discípulo de Jesus Cristo, precisa ter a alma pura, qual um espelho reluzente. Todos nós sabemos, quando o espelho está embaçado, não pode ver nele o seu rosto, assim também, quando há pecado no coração, não é possível ver a Deus. Foi o próprio Jesus quem disse: Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus.

Mas, se você quiser, a exemplo do paralítico, narrado segundo São Marcos (1,40-45), podes, a qualquer momento, ficar curado. Basta que você confie no médico e ele abrirá os olhos de tua alma e de teu coração. Que é esse médico ? É Deus, que pelo seu Verbo e Sabedoria dá vida e saúde a todas as coisas. E a cura dessa doença chamada pecado, passa pelo Sacramento da Confissão.
Se compreenderes tudo isto, se a tua vida for santa, pura e justa, poderás ver a Deus. Se deres preferência em teu coração à vivência da fé e ao temor de Deus, então compreenderás.

Eis aí, o tempo de Conversão ... Eis aí, o dia da Salvação.

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Fonte Inspiradora: Liturgia das Horas

Colaboração: Pe. Reinaldo

 

 

 

 

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