Eva e Maria

 

 

Quando o Senhor veio de modo visível, “O Verbo se fez carne e habitou entre nós” (Jo 1,14), tomou sobre si, por obediência, na árvore da Cruz, a desobediência cometida por meio da árvore do paraíso. A sedução de que foi vítima, miseravelmente, a virgem Eva, destinada ao primeiro homem Adão, foi desfeita pela Boa-Nova da verdade, maravilhosamente anunciada pelo Anjo Gabriel à Virgem Maria, já desposada com um homem chamado José.

Assim como Eva foi seduzida pela conversa de um anjo e afastou-se de Deus, desobedecendo à sua palavra, Maria recebeu a Boa-Nova pela anunciação de outro Anjo e mereceu trazer Deus-Menino em seu seio, obedecendo à sua palavra. Uma deixou-se seduzir de modo a desobedecer a Deus, a outra deixou-se induzir, convencer, persuadir a obedecer-lhe. Deste modo, a Virgem Maria tornou-se advogada da Virgem Eva.

Recapitulando a história, sabemos que o Senhor declarou guerra contra o nosso inimigo. Atacou e venceu aquele que no princípio, em Adão, fez de todos nós seus prisioneiros; e esmagou sua cabeça conforme estas palavras, ditas por Deus à serpente, que se lêem no Gênesis: “Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela. Esta te ferirá a cabeça enquanto, tu tentarás ferir o seu calcanhar” (Cf Gn 3,15).

Desde esse momento, pois, foi anunciado que a cabeça da serpente seria esmagada por aquele que, semelhante a Adão, devia nascer de uma Virgem. É este o descendente de que fala o Apóstolo Paulo na sua Carta aos Gálatas: “A lei foi estabelecida até que chegasse o descendente para quem a promessa fora feita” (Cf. Gl 3,19). Na mesma Carta, o Apóstolo se exprime ainda com mais clareza, ao dizer: “Quando chegou a plenitude dos tempos, Deus enviou o seu Filho, nascido de uma mulher” (CF Gl 4,4).

O inimigo não teria sido vencido com justiça se o Homem que o venceu não tivesse nascido de uma Mulher, pois desde o princípio ele tinha se oposto ao homem, dominando-o por meio de uma mulher.

É por isso que nós amamos e veneramos incansavelmente Aquela que foi escolhida por Deus, desde toda a eternidade, para ser a Mãe de Jesus e nossa Mãe. Não cansamos de repetir: Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós pecadores, agora e na hora da nossa morte Amém.

 

Fonte inspiradora: Liturgia das Horas

Colaboração: Pe. Reinaldo

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